A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), recorreu à expressão “inimigo dentro de casa” ao analisar os dois reveses sofridos pelo governo Lula (PT) no Congresso na semana passada. Para a ex-ministra das Relações Institucionais, é preciso considerar como aliados do governo apenas “aqueles que estarão conosco nas eleições”.
Na quarta-feira, o Senado rejeitou a indicação do advogado Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, algo inédito na história do Brasil desde 1894. No dia seguinte, o Congresso derrubou o veto de Lula ao projeto que reduz as penas de condenados por envolvimento na tentativa de golpe de 2022, entre os quais está o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nos bastidores, integrantes do governo atribuem as derrotas a uma articulação liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e endossada por lideranças da centro-direita.
“Eu acho que nós temos um quadro um pouco diferente. Até aqui nós tínhamos a aliança da governabilidade no Congresso Nacional. E o presidente Davi foi correto sim na maioria dos casos, o governo também foi correto com ele, na maioria dos casos, na tramitação das matérias”, avaliou Gleisi, em entrevista à GloboNews, nesta segunda-feira 4.,
“Acho que está se entrando num jogo eleitoral, o governo tem que ir marcar o seu campo. O que não pode é a gente ir para uma disputa eleitoral com o inimigo dentro de casa. Isso não pode acontecer, né? E a gente está disputando um projeto de país”, completou Gleisi, afirmando não ter conversado sobre o assunto com o chefe do Planalto.




