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Governistas da CPMI do INSS entregam relatório alternativo à PF

Parlamentares da base do governo Lula (PT) entregaram nesta terça-feira 7

Parlamentares da base do governo Lula (PT) entregaram nesta terça-feira 7 ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, um relatório alternativo da CPMI do INSS.

Segundo o vice-líder do governo no Congresso, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), o parecer foi redigido por dois terços dos integrantes do colegiado e “expressa a posição majoritária”.

O relatório também foi levado à Controladoria-Geral da União e ao Ministério Público Federal. Na quarta-feira 8, os deputados devem entregar o material ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator das investigações sobre as fraudes no INSS.

Com mais de mil páginas, o parecer alternativo propõe o indiciamento de 130 pessoas por suposto envolvimento no esquema de descontos ilegais em benefícios previdenciários. Entre os alvos do documento estão o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho Flávio, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-ministro do Trabalho Onyx Lorenzoni.

O texto foi apresentado em reação ao parecer do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI. Detalhado em cerca de 4,3 mil páginas, o documento oficial enquadrava mais de 200 pessoas, entre as quais Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT).

Esse parecer, no entanto, foi rejeitado pela maioria do colegiado. Diante da recusa do presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), em nomear um novo relator, a CPMI terminou sem a aprovação de um relatório.

“O presidente da CPMI sabotou o relatório da maioria”, afirmou Pimenta a jornalistas nesta terça-feira. “Infelizmente, este relatório não foi aprovado porque o presidente da comissão, desrespeitando o que prevê o regimento interno, não o colocou em votação.”

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