“Certos itens e comportamentos funcionam como combustível para o estoque de gordura, criando uma inflamação silenciosa no organismo”, explica a especialista. Confira os principais vilões apontados pela nutrição:
Os três grupos alimentares que “inflam” a barriga
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Açúcares e ultraprocessados: doces e produtos industrializados causam picos rápidos de glicose. Para dar conta disso, o corpo libera muita insulina, um hormônio que, em excesso, dá a ordem direta para estocar energia na região abdominal.
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Frituras e gorduras trans: além de altamente calóricos, esses alimentos promovem uma inflamação sistêmica. Isso dificulta o metabolismo lipídico, tornando a queima de gordura um processo muito mais lento e ineficiente.
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Bebidas alcoólicas: o álcool é uma “caloria vazia” que interrompe a queima de gordura. O fígado prioriza a metabolização da toxina alcoólica, deixando a oxidação de gorduras em segundo plano. O resultado? O famoso “abdômen de cerveja”, comum em ambos os sexos.
Os dois hábitos que sabotam a balança
Além do que vai ao prato, o estilo de vida dita as regras do jogo metabólico:
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Noites mal dormidas: a privação de sono desregula a grelina (hormônio da fome) e a leptina (saciedade). Além disso, dormir pouco eleva o cortisol, o hormônio do estresse que está diretamente ligado ao aumento da circunferência abdominal.
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Tabagismo: ao contrário da crença popular de que fumar emagrece, o cigarro altera a distribuição de gordura no corpo. Estudos indicam que fumantes tendem a concentrar mais gordura nas vísceras do que não fumantes, elevando o risco cardiovascular.
Como reverter?
Para Juliana Andrade, a chave não é o radicalismo, mas a consistência. “Substituir o açúcar por fibras, melhorar a higiene do sono e moderar o álcool são passos simples que, somados, reduzem a inflamação e permitem que o corpo volte a utilizar a gordura estocada como fonte de energia”, finaliza.














