Geisy Arruda fala sobre criação de conteúdo adulto on-line.
Figura emblemática e protagonista de um dos primeiros casos de vídeo viral no Brasil, Geisy Arruda, 36, marcou seu nome na cultura pop e na memória de muitos brasileiros. Anos depois do episódio de preconceito que a catapultou para a fama nacional, no qual, ela foi hostilizada por estudantes de uma faculdade por estar vestindo o famoso vestido rosa, Geisy encontrou na produção de conteúdo adulto on-line, uma forma de fazer dinheiro e de expressar toda a sua liberdade feminina.
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Em entrevista exclusiva ao iG, a influenciadora abriu o jogo e falou como essa atividade mudou vários aspectos da vida dela, tanto no pessoal quanto no financeiro.
A descoberta de um novo mercado
Não foi por acaso que Geisy Arruda começou a produzir conteúdo adulto para a web. Durante a pandemia do Covid-19, o OnlyFans – plataforma de compartilhamento de conteúdo por assinatura onde criadores monetizam fotos, vídeos e transmissões ao vivo, usada em sua maioria para comercialização de conteúdos adultos – passou a fazer sucesso no Brasil.
À época, famosas nacionais e internacionais criaram páginas no site. Nomes como Anitta, Cardy B, Lily Allen e Bella Thorne contribuíram para a popularização do OnlyFans, mesmo que os conteúdos vendidos por elas não fossem explícitos, ou sensuais.
Geisy, que já havia faturado com sua sensualidade ao posar nua para a Revista Sexy, percebeu que um novo mercado estava se formando. “Quando as plataformas surgiram, primeiro a OnlyFans, que foi mundial, quando Cardi B e Anitta e muitas outras pessoas entraram eu pensei, ‘Por que não?’”, contou a influenciadora.
A influenciadora percebeu que, após a queda na circulação e nas vendas das tradicionais revistas masculinas, um novo mercado de sensualidade se abria: o digital. “Se tem nicho de mercado, se tem pessoas que querem consumir conteúdo adulto, se as revistas masculinas onde a gente tinha aqueles ensaios de nudez pararam de vender, ainda existe um interesse, mesmo que as revistas tenham acabado”, pensou à época.
Visionária, Geisy logo apostou no novo modelo de negócios, no qual ela é tanto patroa quanto musa.
“Eu entrei justamente por isso. Porque eu tinha certeza de que ali era um lugar que é lucrativo. Porque há interesse, há uma procura”. Geisy Arruda
Pioneirismo sem medo
Geisy Arruda produz conteúdo adulto para as redes sociais há cerca de 5 anos. A influenciadora foi uma das primeiras famosas brasileiras a se aventurar na venda por assinatura de conteúdos sensuais.
Apesar de o assunto ainda ser um tabu para a sociedade, ela não se sentiu acuada ou amedrontada. “Não foi uma decisão muito difícil até porque eu já estava ali, meio que caminhando para esse nicho de sexualidade”, explicou.
Fazendo o caminho contrário do preconceito, Geisy se orgulha do seu trabalho. De acordo com a mesma, ela faz questão de pôr a “mão na massa” e participa de todas as etapas de produção, desde o roteiro até o tratamento das fotos.
Geisy ressalta que a produção de conteúdo adulto para a internet ainda é pouco explorada por famosas. Com isso, a concorrência é reduzida. “Eu fico muito feliz porque é um nicho que não tem muita concorrência. Poucas pessoas têm a cara de pau, o culhão e a liberdade feminina de vir falar: Vou ganhar dinheiro com o meu corpo”, pontuou.
“Querem me sexualizar? Ok. Então paguem por isso”. Geisy Arruda
Ela ainda afirmou que consegue faturar mesmo com as críticas. E que até mesmo aqueles que tentam a diminuir ou colocá-la dentro de uma “caixinha”, acabam contribuindo para o sucesso do trabalho dela.
A influenciadora também compartilhou que seu trabalho tem algumas vantagens. Em dias que ela está ovulando, o conteúdo flui naturalmente. Isso possibilita que ela produza e armazene outras mídias para serem disponibilizadas em momentos em que ela não está tão criativa.
Um negócio lucrativo
Sobre valores conquistados com conteúdos sensuais para plataformas adultas, Geisy prefere não comentar. “Eu não gosto de ficar falando sobre valores. Eu acho isso bem invasivo. Na verdade, eu acho até um pouco deselegante. Eu sou extremamente discreta com relação a isso”, esclareceu.
Apesar do mistério sobre o faturamento, Geisy deixou claro que o mercado sensual on-line rende um bom dinheiro. No entanto, a influenciadora deixou claro que é preciso ter consistência e comprometimento com os assinantes das plataformas de conteúdo adulto.
“Você tem que ter continuidade. É um público fiel, mas é um público que te cobra bastante. Você precisa estar lá. Você precisa estar presente”, disse.
Além dos ensaios sensuais em plataformas por assinatura, Geisy t rabalha com outras vertentes do conteúdo adulto. Segundo ela, a literatura erótica também tem rendido frutos.
“Eu tenho 5 livros de contos eróticos lançados, digitalizados. Com um deles eu comprei meu apartamento. Na pandemia eu tive um ótimo retorno com os contos eróticos narrados. Eu tinha um público, e tenho, graças a Deus, um público muito fiel, muito presente”, revelou.
Preconceito e autocuidado
Geisy Arruda sobreviveu ao bullying presencial e on-line, e hoje em dia mostra que não veio à passeio. Quando questionada sobre preconceito com a comercialização de conteúdo adulto, ela soltou o verbo.
“Em 17 anos, uma pessoa querer me limitar ao conteúdo adulto, que eu faço há cinco? E o restante? E quando eu surgi? E as bandeiras que eu levanto. Então, as pessoas vão querer me rotular e eu vou fazer o que? Nada”, disparou a beldade.
Por fim, Geisy deixou claro que seu trabalho pouco tem a ver com a moralidade social, que faz questão de colocar mulheres em caixas, apesar da inteligência ou capacidade profissional delas.














