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Fome mundial atinge 645 milhões em 2025, revela relatório da ONU

Um novo relatório da ONU revela que, apesar da redução no número de pessoas em situação de fome, 645 milhões ainda enfrentam essa realidade em 2025.

Fome mundial atinge 645 milhões em 2025, revela relatório da ONU

Prévia: Um novo relatório da ONU revela que, apesar da redução no número de pessoas em situação de fome, 645 milhões ainda enfrentam essa realidade em 2025. O documento destaca a necessidade urgente de políticas eficazes para garantir a segurança alimentar global.

A fome continua a ser um desafio significativo em todo o mundo, com 645 milhões de pessoas afetadas em 2025, segundo o relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026”. Este documento, elaborado por instituições como a FAO e o PMA, aponta uma leve queda em relação aos anos anteriores, mas ainda revela uma situação alarmante.

Em 2025, cerca de 7,8% da população global enfrentou a fome, uma redução em comparação com 2024, quando o índice era de 8,6%. Apesar dos avanços, o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, enfatiza que é necessário um compromisso político mais robusto para erradicar a fome e garantir dietas saudáveis para todos.

Insegurança alimentar

O relatório também destaca a insegurança alimentar, que afeta 2,1 bilhões de pessoas globalmente. Essa condição é caracterizada pela falta de acesso a alimentos suficientes e nutritivos, e embora tenha havido uma redução em relação a anos anteriores, os números ainda são preocupantes.

Em 2025, 25,8% da população mundial vivia em insegurança alimentar moderada ou severa. A situação é mais crítica na África, onde 56,6% da população enfrenta essa realidade, em comparação com 22,9% na América Latina e Caribe.

Desigualdades regionais

As disparidades na fome e na insegurança alimentar são evidentes entre os continentes. Enquanto regiões como a Ásia e a América Latina mostram melhorias, a África continua a ser a mais afetada, com 20% da sua população vivendo em situação de fome.

Essas desigualdades refletem não apenas a disponibilidade de alimentos, mas também questões estruturais relacionadas à pobreza e à desigualdade de gênero, que afetam desproporcionalmente as mulheres e as comunidades rurais.

Desafios para a nutrição

Os dados sobre nutrição infantil e feminina são alarmantes. Apenas 30,8% das crianças entre 6 e 23 meses têm acesso a uma alimentação minimamente diversificada, e a anemia entre mulheres em idade fértil está em ascensão. Esses indicadores sinalizam a necessidade de ações urgentes para melhorar a saúde nutricional global.

Além disso, o custo de uma alimentação saudável continua a ser um obstáculo significativo. Em 2025, 2,69 bilhões de pessoas não podiam arcar com uma dieta saudável, sendo a África a região mais afetada, onde 66,6% da população enfrenta essa barreira.

Perspectivas futuras

O relatório também projeta um cenário desafiador para os próximos anos, considerando fatores como conflitos e mudanças climáticas que podem agravar a situação da fome. A redução da ajuda internacional e do financiamento humanitário pode comprometer os avanços já alcançados.

Para enfrentar esses desafios, é essencial que os governos adotem políticas que promovam a segurança alimentar e a nutrição adequada, investindo em infraestrutura e na cadeia produtiva agrícola. A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil, Fernanda Machiaveli, ressalta que a fome é evitável e que ações governamentais podem mudar a realidade de milhões de pessoas.

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