Previa: O mercado de feijão no Brasil apresentou um comportamento distinto em junho, com o feijão carioca mantendo preços firmes devido à escassez de grãos de alta qualidade, enquanto o feijão preto enfrentou dificuldades com baixa liquidez e demanda. As condições climáticas e a postura cautelosa dos compradores influenciaram significativamente o cenário.
Em junho, o mercado brasileiro de feijão se destacou pela diferença entre as variedades carioca e preta. O feijão carioca conseguiu sustentar preços elevados, impulsionado pela baixa oferta de grãos de qualidade superior. Por outro lado, o feijão preto enfrentou um cenário desafiador, com demanda enfraquecida e dificuldade nas negociações.
Desafios climáticos e suas consequências
Os desafios climáticos impactaram diretamente a produção da segunda safra, resultando em uma oferta limitada de grãos de qualidade. A combinação de geadas e excesso de umidade no Paraná comprometeu a produtividade, elevando a quantidade de grãos manchados e comerciais. Essa situação fez com que os vendedores mantivessem preços firmes, enquanto os compradores adotaram uma postura mais seletiva.
O analista Evandro Oliveira, da Safras & Mercado, destacou que a liquidez no mercado físico foi baixa, com predominância de negociações por amostras. A cautela dos compradores e a escassez de grãos Extra foram fatores determinantes para o comportamento do mercado ao longo do mês.
Preços e perspectivas para o feijão carioca
Os preços do feijão carioca se mantiveram estáveis, com valores variando entre R$ 420,00 e R$ 445,00 por saca para grãos Extra. A expectativa é que a evolução dos preços no curto prazo dependa da velocidade de entrada da terceira safra e da capacidade de absorção da demanda pelo varejo.
Enquanto isso, o feijão preto continuou a apresentar um cenário diferente, com baixa liquidez e uma demanda fraca. As empacotadoras, com estoques adequados, realizaram apenas compras pontuais, o que reduziu o ritmo de negócios no mercado físico.
O futuro do mercado de feijão
As perspectivas para o mercado de feijão nas próximas semanas estão ligadas a diversos fatores, incluindo a entrada da terceira safra irrigada e a reposição das empacotadoras. A evolução da demanda no varejo e a disponibilidade de grãos de melhor qualidade nas principais regiões produtoras também serão cruciais para determinar o comportamento dos preços.
O cenário atual revela um mercado dividido, com o feijão carioca se beneficiando da escassez de qualidade, enquanto o feijão preto enfrenta desafios devido à demanda limitada. O equilíbrio entre oferta e consumo continuará a ser um fator determinante para o futuro das cotações no mercado nacional.











