Previa: O agronegócio brasileiro alcançou um marco histórico em junho de 2026, com exportações que totalizaram US$ 16,6 bilhões, consolidando sua posição como o principal motor da economia nacional.
O agronegócio do Brasil demonstrou sua força no comércio internacional ao registrar um novo recorde em junho de 2026. As exportações do setor atingiram US$ 16,6 bilhões, um crescimento de 14% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Este desempenho consolidou o agronegócio como o principal responsável pelo saldo comercial do país, representando 45,7% de todas as exportações brasileiras no período.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas externas de soja em grãos, carne bovina, carne de frango e farelo de soja. Além disso, a valorização média dos produtos exportados e o aumento do volume embarcado refletem a forte demanda internacional pelos produtos brasileiros.
Semestre histórico para o comércio exterior
O resultado de junho reforçou um semestre histórico para o comércio exterior do agronegócio. Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil exportou US$ 87,1 bilhões em produtos do setor, estabelecendo o maior valor já registrado para o período e um crescimento de 6,2% em relação ao primeiro semestre de 2025.
No acumulado do ano, o agronegócio respondeu por 47,1% de todas as exportações do Brasil, mantendo sua posição como o principal gerador de divisas do país.
Soja e carne bovina se destacam nas exportações
A soja se manteve como o principal produto da pauta exportadora brasileira, com embarques que alcançaram US$ 6,3 bilhões em junho, um crescimento de 17,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O volume exportado atingiu 14,5 milhões de toneladas, o maior já registrado para um mês de junho.
A carne bovina também teve um desempenho notável, com exportações de US$ 1,8 bilhão em junho, um aumento de 39,2%. O Brasil embarcou 279,7 mil toneladas, estabelecendo recordes tanto em valor quanto em volume comercializado.
Além disso, a carne de frango teve um crescimento expressivo de 57,3% nas vendas externas, alcançando US$ 871,6 milhões em junho, impulsionada por preços elevados e aumento no volume embarcado.
Diversificação e novos recordes
O farelo de soja também apresentou resultados positivos, com exportações de US$ 907,2 milhões em junho, um avanço de 47,1%. O café verde, apesar da queda nos preços, garantiu receita recorde de US$ 935,6 milhões, devido ao aumento no volume exportado.
Embora o açúcar bruto tenha registrado uma queda nas exportações, permanecendo entre os cinco principais produtos, o algodão e a celulose mostraram crescimento, reforçando a diversificação da pauta exportadora brasileira.
A China continuou sendo o principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro, importando US$ 6,5 bilhões em junho, o que representa cerca de 39% das exportações do setor. A União Europeia e os Estados Unidos também se destacaram como importantes mercados compradores.
Os números da balança comercial confirmam que o agronegócio é um dos pilares da economia nacional. A combinação de produção competitiva, diversificação de mercados e forte demanda internacional mantém o Brasil em destaque no comércio global de alimentos e produtos agrícolas.











