Previa: O Brasil registrou um crescimento significativo nas exportações de frutas no primeiro semestre de 2026, com aumento tanto em volume quanto em receita. A qualidade da produção nacional e a diversificação dos mercados têm sido fatores-chave para esse desempenho positivo.
A fruticultura brasileira apresentou um desempenho robusto no mercado internacional entre janeiro e junho de 2026. O país exportou 619 milhões de quilos de frutas, um aumento de 13,32% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em termos financeiros, as vendas externas alcançaram US$ 707 milhões, refletindo um crescimento de 20,6% em comparação a 2025.
Esses dados destacam a crescente presença das frutas brasileiras no comércio global e evidenciam a competitividade do setor, impulsionada pela qualidade dos produtos e pela diversificação dos mercados consumidores. A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) ressalta que a qualidade das frutas produzidas no Brasil continua a abrir portas nos principais mercados internacionais.
Desempenho das principais frutas exportadas
Entre as frutas que mais contribuíram para as receitas de exportação, a manga se destacou, gerando US$ 142,9 milhões. Outras frutas que também tiveram bom desempenho incluem limões e limas, com US$ 105,1 milhões; melões, com US$ 97,6 milhões; melancias, que geraram US$ 58,2 milhões; e maçãs, com US$ 44,4 milhões. Juntas, essas frutas representaram uma parte significativa do faturamento total das exportações brasileiras.
No entanto, nem todas as frutas apresentaram resultados positivos. O mercado de melão, por exemplo, enfrentou uma retração em junho, com exportações de apenas 2,5 mil toneladas, uma queda de 55% em relação a maio. No acumulado do trimestre, os embarques de melão totalizaram 20 mil toneladas, 21% a menos do que no mesmo período de 2025.
Fatores que impactaram as exportações
A queda nas exportações de melão está relacionada à entressafra nas principais regiões produtoras, como Rio Grande do Norte e Ceará. As colheitas da nova safra devem se intensificar apenas no final de julho, o que limita temporariamente a oferta disponível para exportação. Apesar da melhoria na qualidade dos frutos após o período chuvoso, a quantidade reduzida impactou os embarques.
Outro fator que influenciou a demanda pelo melão brasileiro foi a forte produção na Europa, especialmente na Espanha. Com a oferta interna elevada, os principais mercados consumidores diminuíram a procura pela fruta brasileira. No primeiro semestre, os principais destinos do melão exportado foram Reino Unido (44%), Países Baixos (32%) e Espanha (9%).
Além da concorrência internacional e da menor oferta, os custos logísticos também afetaram as exportações. O aumento dos preços do diesel, impulsionado por tensões no Oriente Médio, encareceu o transporte marítimo, tornando os embarques brasileiros menos competitivos em alguns mercados.
Apesar das dificuldades enfrentadas pelo melão, o desempenho geral das exportações de frutas brasileiras é encorajador. Com crescimento expressivo em volume e receita, o setor mantém perspectivas positivas para o segundo semestre, especialmente com a expectativa de uma nova safra de melão no Nordeste e a continuidade da demanda internacional por frutas de alta qualidade.











