Previa: As exportações de algodão do Brasil tiveram um crescimento significativo em julho de 2026, com um aumento de 21,8% no volume embarcado e uma receita que superou os US$ 262 milhões. Esse desempenho reflete a competitividade da fibra brasileira no mercado internacional.
Em julho de 2026, o Brasil exportou 154.965,6 toneladas de algodão em bruto, um aumento considerável em relação às 127.253,2 toneladas do mesmo mês do ano anterior. Os dados, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostram que o crescimento nas exportações é impulsionado tanto pelo aumento dos embarques quanto pela valorização dos preços internacionais.
Receita com exportações cresce mais de 27%
O aumento no volume exportado também foi acompanhado por uma valorização das cotações internacionais. O preço médio da tonelada de algodão exportada subiu de US$ 1.621,00 em julho de 2025 para US$ 1.693,20 em julho de 2026, resultando em uma alta de 4,5%.
Com essa combinação de maior volume e melhores preços, a receita total das exportações brasileiras de algodão alcançou US$ 262,394 milhões, um crescimento em relação aos US$ 206,275 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. Na média diária, o faturamento saltou de US$ 8,969 milhões para US$ 11,408 milhões, representando um aumento de 27,2%.
Embarques avançam no mesmo ritmo da produção
O mês de julho de 2026 teve o mesmo número de dias úteis que o de 2025, permitindo uma comparação diária mais precisa. A média diária de embarques cresceu de 5.532,7 toneladas para 6.737,6 toneladas, refletindo um aumento de 21,8% e evidenciando o ritmo acelerado das vendas externas.
Esse desempenho reforça a competitividade do algodão brasileiro no cenário global. A cotonicultura do país continua a expandir sua presença nos mercados internacionais, beneficiada pelo aumento da oferta e pelos altos padrões de qualidade da fibra, além da demanda consistente dos principais países importadores.
Com preços mais altos e embarques em crescimento, o algodão se mostra um importante gerador de divisas para o agronegócio brasileiro. Esse cenário fortalece a balança comercial do país e consolida o Brasil como um dos principais fornecedores mundiais da commodity, destacando a relevância do setor para a economia rural.











