Prévia: As exportações de soja do Brasil atingem 72,79 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026, consolidando a posição do país como líder global na produção do grão. O desempenho robusto é impulsionado pela alta demanda internacional e uma safra abundante.
O agronegócio brasileiro continua a se destacar no cenário internacional, com as exportações de grãos apresentando resultados expressivos em 2026. De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), o Brasil já embarcou 72,79 milhões de toneladas de soja entre janeiro e junho, reafirmando sua liderança como maior fornecedor global da oleaginosa.
Além da soja, as exportações de farelo de soja somam 12,85 milhões de toneladas, enquanto o milho registra 6,25 milhões de toneladas no mesmo período. Esses números refletem um fluxo logístico intenso nos principais corredores de exportação do país, essenciais para o escoamento da produção agrícola.
Desempenho de junho e comparação com 2025
Em junho, a ANEC prevê embarques de cerca de 14,05 milhões de toneladas de soja, além de 2,44 milhões de toneladas de farelo e 497,6 mil toneladas de milho. Esse volume confirma a continuidade do ritmo elevado nas exportações, com os portos de Santos, Paranaguá e São Luís/Itaqui se destacando como pontos estratégicos.
Comparando com o mesmo período do ano anterior, as exportações de soja mostram um crescimento significativo, especialmente entre abril e junho. Esse aumento é atribuído a uma safra volumosa e à competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.
O farelo de soja também apresenta crescimento, impulsionado pela demanda crescente por proteína animal. Em contrapartida, o milho mantém um ritmo mais moderado, o que é considerado sazonal, dado que as exportações costumam se concentrar após a colheita da segunda safra.
Principais mercados e perspectivas futuras
A China continua sendo o principal comprador da soja brasileira, respondendo por 70% das exportações entre janeiro e maio. Outros mercados significativos incluem Espanha, Turquia e Tailândia, que, embora menores, também contribuem para a diversificação das vendas externas.
No setor de milho, o Egito lidera as importações, seguido por Vietnã e Irã, evidenciando uma carteira de clientes mais diversificada em comparação com a soja. Já os embarques de farelo de soja têm como principais destinos países asiáticos, com a Indonésia liderando as importações.
As perspectivas para o segundo semestre de 2026 permanecem otimistas. A combinação de uma produção elevada, eficiência logística e demanda externa aquecida deve sustentar o desempenho das exportações. A continuidade da safra de milho e a procura por alimentos e ração animal reforçam a importância do agronegócio brasileiro no abastecimento global.











