Previa: O Brasil alcançou um marco significativo na exportação de bovinos vivos, com mais de 1 milhão de cabeças embarcadas em 2025, refletindo um crescimento robusto e a importância da padronização sanitária na competitividade do setor.
A exportação de bovinos vivos, conhecida como comércio de “boi em pé”, atingiu um novo recorde em 2025, com aproximadamente 1,07 milhão de cabeças embarcadas. Este número representa um crescimento de 5,53% em relação ao ano anterior, conforme dados da Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav). O faturamento do setor também superou a marca de US$ 1 bilhão, um aumento de 26,1% em comparação a 2024, segundo a Scot Consultoria.
Os principais destinos do gado vivo brasileiro são o norte da África e o Oriente Médio, com destaque para países como Turquia e Egito. Esse desempenho reforça a posição do Brasil como um dos líderes no mercado internacional de proteína animal, especialmente em um cenário onde a demanda por qualidade e segurança alimentar cresce continuamente.
Padronização sanitária se torna peça-chave para competitividade do setor
Com o aumento do volume exportado, a padronização de protocolos sanitários se tornou essencial. Para atender às exigências internacionais, os animais são concentrados em fazendas de pré-embarque, onde passam por rigorosos processos de manejo sanitário e adaptação antes do transporte marítimo. Esse processo pode levar de 60 a 80 dias e exige controle rigoroso sobre a saúde e alimentação dos rebanhos.
Ricardo Barbosa, presidente da Abreav, destaca que a qualidade do manejo pré-embarque é crucial para o sucesso das operações. Ele ressalta que a imagem do Brasil como exportador é diretamente afetada pela saúde dos animais durante o transporte. Procedimentos inadequados podem resultar em doenças e perdas significativas.
Protocolos sanitários reduzem perdas em até 50%
Nos últimos anos, o setor tem avançado na adoção de protocolos sanitários padronizados, com cerca de 85% do gado vivo exportado seguindo as diretrizes desenvolvidas pela Biogénesis Bagó em parceria com a Abreav. Essa iniciativa tem contribuído para a atualização de normas e procedimentos, resultando em maior eficiência sanitária e operacional.
A padronização dos protocolos permitiu uma redução de até 50% nas perdas relacionadas à saúde animal, fortalecendo a competitividade do Brasil em mercados internacionais cada vez mais exigentes. A fiscalização rigorosa e a rastreabilidade dos animais são fundamentais para garantir a segurança das exportações.
Infraestrutura logística em expansão
O crescimento da atividade de exportação de bovinos vivos também impulsiona investimentos em infraestrutura logística. Novos portos estão sendo habilitados para o embarque de animais, aumentando a capacidade operacional do país. Terminais em locais estratégicos, como Rio de Janeiro, Natal, São Luís e Ilhéus, estão entre os novos pontos de embarque autorizados.
Essas melhorias na infraestrutura não apenas aumentam a eficiência do transporte, mas também fortalecem a competitividade logística do Brasil no setor. A combinação de protocolos sanitários rigorosos e uma logística eficiente é fundamental para garantir o sucesso contínuo das exportações de bovinos vivos.











