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Etanol se torna mais vantajoso que gasolina em junho, aponta Veloe/Fipe

O etanol se torna mais competitivo em relação à gasolina em junho, com preços que favorecem os motoristas de veículos flex. A queda nos preços do biocombustível reflete uma melhora...

Etanol se torna mais vantajoso que gasolina em junho, aponta Veloe/Fipe

Previa: O etanol se torna mais competitivo em relação à gasolina em junho, com preços que favorecem os motoristas de veículos flex. A queda nos preços do biocombustível reflete uma melhora na oferta, impulsionada pela safra de cana-de-açúcar.

Em junho, o etanol voltou a ser uma opção econômica para os proprietários de veículos flex, conforme aponta um levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A relação entre os preços médios do etanol e da gasolina caiu para 67,9%, o menor índice desde março de 2024, abaixo do patamar de 70% que torna o biocombustível mais vantajoso.

Essa mudança no cenário é significativa, especialmente após meses em que a relação se manteve próxima ou acima do limite ideal para o abastecimento com etanol. A queda de 4,7% no preço médio do etanol hidratado, que passou a ser comercializado a R$ 4,265 por litro, foi o principal fator para essa melhora na competitividade.

Impacto da Safra de Cana-de-Açúcar

A maior oferta de etanol está diretamente ligada ao avanço da moagem da safra 2026/27 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil. Esse aumento na produção elevou a competitividade do biocombustível em relação à gasolina, que, por sua vez, teve uma queda de apenas 0,3% em junho, encerrando o mês com preço médio de R$ 6,727 por litro.

Além disso, o diesel também apresentou recuos, com o diesel comum a R$ 6,988 por litro e o diesel S-10 a R$ 7,111. O único combustível que teve alta foi o GNV (Gás Natural Veicular), que subiu 1,4%, atingindo R$ 4,654 por metro cúbico.

Pressão sobre os Derivados de Petróleo

Apesar das quedas nos preços dos combustíveis em junho, o acumulado de 2026 ainda mostra uma pressão significativa sobre os derivados de petróleo. O diesel continua sendo o combustível com maior valorização no ano, com aumentos de 15,1% para o diesel S-10 e 14,1% para o diesel comum.

Em contraste, o etanol é o único combustível que apresenta queda acumulada no primeiro semestre, com uma redução de 4,7%. Na comparação anual, os combustíveis fósseis permanecem mais caros, com o diesel S-10 acumulando 16% de aumento em relação a junho de 2025.

Cenário Internacional e Demanda Doméstica

O cenário internacional também continua a influenciar os preços dos combustíveis. Segundo Mauro Kondo, superintendente de Negócios B2B da Veloe, o mercado está passando por um processo de estabilização, embora as pressões do primeiro semestre ainda sejam sentidas. A maior disponibilidade de etanol, impulsionada pela safra de cana-de-açúcar, elevou sua competitividade frente à gasolina.

Entretanto, a demanda doméstica ainda limita quedas mais acentuadas nos preços. O bom nível de atividade econômica e o elevado volume de transporte rodoviário mantêm o consumo aquecido, o que reduz a velocidade com que as quedas de custos são repassadas ao consumidor final.

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