Previa: O mercado de frango no Brasil apresentou preços estáveis em junho, com um equilíbrio entre oferta e demanda que evitou quedas mais acentuadas. A análise da consultoria Safras & Mercado destaca a importância das exportações e dos custos controlados para o setor.
Em junho, o mercado brasileiro de frango registrou um comportamento de preços predominantemente estável, tanto no atacado quanto no mercado de frango vivo. Segundo a consultoria Safras & Mercado, essa estabilidade foi impulsionada por um equilíbrio entre oferta e demanda, que ajudou a evitar desvalorizações significativas.
Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria, ressaltou que o mês foi marcado por um ajuste natural no mercado. O escoamento da carne no varejo foi mais lento, resultando em leve pressão sobre alguns cortes. No entanto, a combinação de custos controlados e um nível elevado de exportações contribuiu para a manutenção dos preços.
Mercado interno enfrenta desafios com escoamento lento
No atacado, as vendas de carne de frango apresentaram um ritmo mais contido ao longo de junho. Essa desaceleração no escoamento resultou em pequenas desvalorizações de alguns cortes, enquanto outros mantiveram estabilidade. O levantamento indica que o controle no alojamento de pintainhos é crucial para preservar as margens do setor em um cenário de consumo interno desafiador.
As cotações dos cortes no atacado de São Paulo mostraram variações ao longo do mês. O quilo do peito caiu de R$ 8,80 para R$ 8,50, e a coxa de R$ 7,00 para R$ 6,90, enquanto a asa permaneceu estável em R$ 11,00. Na distribuição, o peito passou de R$ 9,00 para R$ 8,70, refletindo a pressão sobre os preços.
Estabilidade nos preços do frango vivo
O levantamento mensal também apontou estabilidade nos preços do frango vivo nas principais praças produtoras. Em São Paulo, o valor se manteve em R$ 5,20, enquanto no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina ficou em R$ 4,75. No Mato Grosso do Sul, houve uma leve queda, passando de R$ 5,30 para R$ 5,20.
Os preços no Nordeste e Norte permaneceram estáveis, com o Ceará cotado a R$ 6,80 e Pernambuco a R$ 7,00. Essa estabilidade é um indicativo de que o mercado está se ajustando, embora ainda enfrente desafios em algumas regiões.
Exportações como pilar do setor avícola
As exportações de carne de frango continuam a ser um dos principais pilares do setor. Em junho, o Brasil exportou carne de aves e miudezas, totalizando US$ 665,035 milhões, com um volume de 330,024 mil toneladas. O preço médio por tonelada foi de US$ 2.015,1.
Comparando com junho de 2025, houve um crescimento significativo: a receita média diária aumentou 69%, e o volume médio diário cresceu 50,7%. Essa performance destaca o papel das exportações como um amortecedor para as oscilações do mercado interno, contribuindo para a estabilidade do setor avícola brasileiro em um ambiente de demanda doméstica mais contida.











