Por Por Redação O Globo — A tramitação do projeto de lei que criminaliza a misoginia no Brasil tornou-se o novo epicentro de um embate ideológico e político na Câmara dos Deputados. Nesta quarta-feira (08), as deputadas federais Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP) vieram a público denunciar o que classificam como uma manobra do presidente da Casa, Hugo Motta (Repub-PB), e de líderes do Centrão para “engavetar” a proposta até o fim do processo eleitoral de 2026.
Divergência sobre o Colégio de Líderes
O estopim da nova crise foi uma declaração do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que afirmou que o Colégio de Líderes teria decidido não pautar o projeto. Gleisi Hoffmann rebateu a informação, classificando-a como inverídica. Segundo a petista, não houve deliberação formal sobre o tema, mas apenas um “informe” de Hugo Motta sobre a intenção de discutir o texto apenas após as eleições, sugerindo a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) como relatora.
“O ódio à mulher vem acometendo a nossa sociedade e é inacreditável que alguém não queira o fim disso”, afirmou Gleisi, que prometeu articular para que o tema seja pautado imediatamente.
Acusações de “Acordo às Escondidas”
A deputada Sâmia Bomfim elevou o tom das críticas, denunciando que o adiamento faz parte de uma estratégia para esvaziar a pressão popular sobre o tema, considerado “polêmico” pela cúpula da Câmara. Sâmia afirma que a bancada feminina foi excluída da decisão.
“Mas polêmico para quem? Quem são os deputados que não querem responsabilizar o discurso de ódio contra as mulheres?”, questionou a parlamentar, ressaltando que o projeto já conta com aprovação do Senado.
O Alvo: Movimentos de Ódio e “Redpills”
O debate ganha contornos de urgência diante do avanço de comunidades digitais que promovem a desumanização feminina. Em manifestos publicados nas redes sociais, as parlamentares e movimentos de apoio à lei defendem que grupos conhecidos como “redpills” e canais de ódio não podem ser protegidos pela prerrogativa da liberdade de expressão.
Os principais pontos de defesa do projeto incluem:
• Criminalização da misoginia: Tipificação do ódio contra a mulher como crime específico.
• Combate à desinformação: Punição para canais que lucram com conteúdos que incitam a violência de gênero.
• Urgência Social: Dados crescentes de feminicídio no país, muitas vezes precedidos por discursos de ódio online.
Até o fechamento desta edição, a presidência da Câmara e o deputado Nikolas Ferreira não haviam comentado oficialmente as acusações de manobra regimental. A expectativa agora gira em torno da mobilização da bancada feminina para forçar a inclusão do projeto na pauta antes do recesso.
Análise: O Peso das Eleições 2026
A resistência do Centrão em votar a matéria antes das eleições reflete o receio de parlamentares conservadores em desgastar bases eleitorais ligadas a pautas de “costumes”. No entanto, para a oposição e movimentos sociais, o adiamento é lido como um abandono do Estado às vítimas de feminicídio, cujo crime frequentemente tem raízes na validação do discurso misógino em ambientes digitais.
Brasília
A tramitação do projeto de lei que criminaliza a misoginia no Brasil tornou-se o novo epicentro de um embate ideológico e político na Câmara dos Deputados. Nesta quarta-feira (08), as deputadas federais Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP) vieram a público denunciar o que classificam como uma manobra do presidente da Casa, Hugo Motta (Repub-PB), e de líderes do Centrão para “engavetar” a proposta até o fim do processo eleitoral de 2026.
Divergência sobre o Colégio de Líderes
O estopim da nova crise foi uma declaração do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que afirmou que o Colégio de Líderes teria decidido não pautar o projeto. Gleisi Hoffmann rebateu a informação, classificando-a como inverídica. Segundo a petista, não houve deliberação formal sobre o tema, mas apenas um “informe” de Hugo Motta sobre a intenção de discutir o texto apenas após as eleições, sugerindo a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) como relatora.
Redação O Globo — Brasília
A tramitação do projeto de lei que criminaliza a misoginia no Brasil tornou-se o novo epicentro de um embate ideológico e político na Câmara dos Deputados. Nesta quarta-feira (08), as deputadas federais Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP) vieram a público denunciar o que classificam como uma manobra do presidente da Casa, Hugo Motta (Repub-PB), e de líderes do Centrão para “engavetar” a proposta até o fim do processo eleitoral de 2026.
Divergência sobre o Colégio de Líderes
O estopim da nova crise foi uma declaração do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que afirmou que o Colégio de Líderes teria decidido não pautar o projeto. Gleisi Hoffmann rebateu a informação, classificando-a como inverídica. Segundo a petista, não houve deliberação formal sobre o tema, mas apenas um “informe” de Hugo Motta sobre a intenção de discutir o texto apenas após as eleições, sugerindo a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) como relatora.














