Mais de 80% das seções eleitorais de São Paulo já estavam fechadas quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, determinou a prorrogação do horário de votação do segundo turno até as 19h. A informação foi confirmada pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), José Antonio Encinas Manfré, durante uma coletiva de imprensa realizada na noite deste domingo (25).
Manfré destacou que, às 17h, a maioria das seções já havia encerrado suas atividades. “Oitenta por cento ou mais já estavam fechadas”, afirmou, enfatizando a dificuldade que muitos eleitores enfrentaram para votar após o novo horário ser anunciado.
A comunicação oficial do STF chegou ao TRE-SP apenas às 18h17, ou seja, uma hora e 17 minutos após o horário previsto para o fechamento das urnas em todo o país, que é às 17h. O presidente do TRE-SP revelou que soube da extensão do horário por meio de notícias veiculadas na imprensa antes de receber a notificação oficial.
“No momento em que recebemos [a comunicação oficial], nós procuramos cumpri-la e a cumprimos imediatamente em São Paulo”, declarou Manfré.
Durante a coletiva, Manfré foi questionado sobre o momento em que as zonas eleitorais foram informadas sobre a extensão do horário, mas não forneceu detalhes sobre a notificação. Ele apenas mencionou que todos os locais de votação foram avisados sobre a decisão do STF.
Apesar do atraso na comunicação e das dificuldades enfrentadas por muitos eleitores, Manfré acredita que não houve prejuízos ao processo eleitoral. “Acredito que não houve prejuízo já que foi fixado em lei o horário para encerramento [das eleições]”, afirmou, defendendo a integridade do pleito.
Denúncias de dificuldades no transporte
O presidente do TRE-SP também foi questionado sobre denúncias de que a prefeitura de São Paulo teria dificultado o acesso dos eleitores aos locais de votação, limitando o número de ônibus em circulação na capital. Manfré afirmou que essa questão não cabe ao Tribunal Regional Eleitoral, mas sim ao juiz da primeira zona eleitoral, indicando que a responsabilidade não é do TRE-SP.
Substituição de urnas
Em relação à infraestrutura das eleições, o TRE-SP divulgou que 308 urnas precisaram ser substituídas durante o segundo turno, o que representa 0,26% do total de 114.605 urnas utilizadas. A substituição de urnas é uma prática comum em eleições, mas a quantidade pode levantar questões sobre a eficiência do processo eleitoral.
Com a prorrogação do horário de votação e as dificuldades enfrentadas pelos eleitores, a situação em São Paulo levanta discussões sobre a comunicação entre as instituições eleitorais e a necessidade de garantir que todos os cidadãos tenham a oportunidade de exercer seu direito ao voto. A eficácia do sistema eleitoral e a logística de transporte também são pontos críticos que merecem atenção nas próximas eleições.











