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Dr. Drauzio Varella denuncia uso indevido de sua imagem para venda de remédios falsos

O Dr. Drauzio Varella denunciou a utilização indevida de sua imagem por quadrilhas que vendem medicamentos falsos. Durante um evento sobre a venda de produtos de saúde online, ele destacou...

Dr. Drauzio Varella denuncia uso indevido de sua imagem para venda de remédios falsos

Previa: O Dr. Drauzio Varella denunciou a utilização indevida de sua imagem por quadrilhas que vendem medicamentos falsos. Durante um evento sobre a venda de produtos de saúde online, ele destacou os riscos e a falta de regulação nesse mercado.

Nesta quarta-feira, 1º de julho, o Dr. Drauzio Varella participou do Metrópoles Talks, onde abordou os perigos da venda de produtos de saúde em plataformas digitais. O médico oncologista enfatizou que a gravidade do problema reside na comercialização de medicamentos falsos, um fenômeno que, embora global, apresenta particularidades no Brasil.

Durante sua fala, Drauzio revelou que sua imagem tem sido utilizada por estelionatários para promover produtos que ele nunca anunciou. “As pessoas me param na rua dizendo que usam medicamentos que eu não anunciei”, afirmou, ressaltando a necessidade de uma maior fiscalização sobre essas práticas.

O impacto da desinformação

O médico também compartilhou uma experiência alarmante: uma repórter descobriu um curso online que ensinava a imitar sua voz e imagem para vender medicamentos falsificados. “Ela se matriculou e havia 600 alunos no curso”, contou, demonstrando a magnitude do problema.

Ivo Bucaresky, ex-diretor da Anvisa, complementou a discussão ressaltando que a propaganda de medicamentos é proibida no Brasil, exceto para aqueles isentos de prescrição. Ele alertou que qualquer anúncio de remédio deve ser visto com desconfiança, pois pode indicar irregularidade.

Além disso, Bucaresky destacou que a venda de produtos milagrosos e falsificados tem crescido na internet, muitas vezes sem que as plataformas digitais assumam responsabilidade. “As farmácias e hospitais são locais preparados para a distribuição de medicamentos, enquanto as plataformas digitais carecem dessa estrutura”, explicou.

Fernando Aith, diretor do Centro de Pesquisas em Direito Sanitário da USP, esclareceu que a legislação atual responsabiliza todos os envolvidos na cadeia de produção de um medicamento, incluindo as plataformas digitais. No entanto, ele apontou que a responsabilização em casos de infrações sanitárias ainda é um desafio, já que as plataformas não são locais físicos.

O evento Metrópoles Talks trouxe à tona questões cruciais sobre a segurança dos consumidores que compram produtos de saúde online. Com a participação de especialistas, a discussão enfatizou a urgência de uma regulação mais eficaz para proteger a saúde da população brasileira.

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