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Dólar inicia sexta em queda, enquanto mercado monitora petróleo e tarifas dos EUA

O dólar comercial inicia a sexta-feira em leve queda, refletindo a cautela nos mercados globais. O Ibovespa, por sua vez, enfrenta uma leve correção após uma sequência positiva, enquanto investidores...

Dólar inicia sexta em queda, enquanto mercado monitora petróleo e tarifas dos EUA

Prévia: O dólar comercial inicia a sexta-feira em leve queda, refletindo a cautela nos mercados globais. O Ibovespa, por sua vez, enfrenta uma leve correção após uma sequência positiva, enquanto investidores monitoram o petróleo e novas tarifas comerciais dos EUA.

O dólar comercial abriu os negócios nesta sexta-feira (24) com leve queda em relação ao real, sendo negociado próximo a R$ 5,08. O movimento ocorre em um contexto de cautela nos mercados globais, após o fechamento anterior em alta de 0,65%. A atenção dos investidores está voltada para a acomodação dos preços do petróleo e a implementação de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos.

No Brasil, o Ibovespa começou as negociações às 10 horas, após encerrar a sessão anterior com uma queda de 0,46%, aos 176.724 pontos. Essa leve correção interrompeu uma sequência positiva que vinha se desenrolando ao longo da semana, refletindo a volatilidade do cenário econômico.

Dólar mantém tendência de queda em 2026

Apesar das oscilações recentes, o desempenho do câmbio continua favorável ao real em 2026. Nos últimos dias, o dólar acumulou uma queda de 7,38% no ano, com uma desvalorização de 1,53% apenas em julho. Essa valorização do real é sustentada pelo diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, além do fluxo de capital estrangeiro em direção a ativos brasileiros.

O desempenho do dólar nas últimas semanas é um reflexo das expectativas de continuidade do processo de desinflação no Brasil, que tem atraído investidores em busca de oportunidades no mercado local.

Ibovespa próximo das máximas históricas

A bolsa brasileira continua a se aproximar de suas máximas históricas, impulsionada principalmente pelos setores financeiro, de energia e commodities. O Ibovespa apresenta um crescimento acumulado de 9,53% em 2026, com um aumento de 2,59% apenas em julho.

Embora tenha havido uma realização de lucros no último pregão, analistas acreditam que o fluxo de investimentos estrangeiros na renda variável brasileira permanece consistente, o que pode ajudar a sustentar a trajetória de alta do índice.

Petróleo e tarifas comerciais em foco

O mercado internacional está atento à evolução dos preços do petróleo, que têm apresentado forte volatilidade nas últimas semanas. A recente acomodação nos preços ajuda a aliviar preocupações com a inflação global, embora o cenário geopolítico ainda exija cautela.

Além disso, as novas tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros continuam a impactar o mercado. Investidores estão avaliando os possíveis efeitos sobre as exportações e a atividade econômica, enquanto aguardam novas orientações das autoridades dos dois países.

Expectativas para o mercado financeiro

Os investidores devem continuar monitorando a agenda econômica nesta sexta-feira, que inclui a evolução do câmbio, o comportamento dos contratos futuros de juros e a movimentação das commodities. A divulgação de balanços corporativos no exterior e declarações de autoridades monetárias também são fatores que podem influenciar as expectativas para juros e inflação.

Com o dólar operando próximo de R$ 5,08 e o Ibovespa sustentado pelo fluxo de investidores, o mercado financeiro permanece sensível às notícias relacionadas ao comércio internacional e aos indicadores econômicos dos Estados Unidos e do Brasil.

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