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Diretora de presídio em Benfica é presa por desvio de alimentos destinados a detentas

Por Tempo Real

Diretora de presídio em Benfica é presa por desvio de alimentos destinados a detentas

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A inspetora de polícia penal Graça Maria Silva de Souza, que ocupava o cargo de diretora do Instituto Penal Oscar Stevenson, localizado em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi presa em flagrante sob a suspeita de desvio de alimentos destinados às detentas da unidade. A prisão ocorreu após denúncias recebidas pela Secretaria de Estado de Polícia Penal, que acionou agentes da Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário e da Corregedoria para investigar a situação.

Durante a operação, os agentes cercaram e inspecionaram o veículo de Graça, que estava estacionado nas proximidades do presídio. No porta-malas do carro, foram encontrados diversos itens alimentícios, incluindo carne, frango, peixe, linguiça, queijos, frutas, óleo, leite, café e achocolatados. A quantidade e a variedade dos alimentos levantaram suspeitas sobre a origem dos produtos.

Questionada sobre a documentação dos mantimentos, Graça Maria Silva de Souza não apresentou nota fiscal e alegou que os alimentos eram provenientes de uma arrecadação realizada no presídio, que não seriam mais utilizados pelos detentos e que seriam doados a um centro espírita. No entanto, essa justificativa não foi suficiente para evitar sua prisão.

Após a abordagem, a diretora foi levada à 21ª Delegacia de Polícia, em Bonsucesso, onde o flagrante foi registrado. Além da prisão, Graça foi exonerada de suas funções e afastada do cargo de diretora a partir do dia 21 de outubro. A Secretaria Estadual de Polícia Penal também anunciou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar para apurar as circunstâncias do caso.

Para assumir a direção do Instituto Penal Oscar Stevenson, a Secretaria designou a inspetora de polícia penal Tamires Nakashima Lira. A mudança na direção da unidade visa garantir a continuidade dos serviços e a integridade das operações do presídio, que abriga um número significativo de detentas.

Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Polícia Penal reafirmou seu compromisso em não tolerar desvios de conduta e práticas criminosas por parte de seus servidores. A secretaria destacou que ações de combate a essas irregularidades são uma prioridade, sendo realizadas por meio da Corregedoria e da Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário.

A defesa de Graça Maria Silva de Souza ainda não se manifestou publicamente sobre a situação. O caso levanta questões sobre a supervisão e a gestão das unidades prisionais no estado, além de suscitar preocupações sobre a segurança alimentar das detentas, que dependem de insumos adequados para sua subsistência.

As investigações em torno do desvio de alimentos no sistema penitenciário revelam a necessidade de um monitoramento mais rigoroso das práticas administrativas dentro das unidades prisionais, especialmente em um contexto onde a transparência e a ética são fundamentais para a confiança pública nas instituições de justiça.

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