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Dino bloqueia R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto por suspeitas de irregularidades em emendas

O bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, é resultado de investigações sobre emendas irregulares. A decisão do ministro Flávio Dino levanta questões...

Dino bloqueia R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto por suspeitas de irregularidades em emendas

Prévia: O bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, é resultado de investigações sobre emendas irregulares. A decisão do ministro Flávio Dino levanta questões sobre a atuação de ex-parlamentares na destinação de recursos públicos.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL). Essa medida, anunciada na última sexta-feira (10), é um desdobramento da Operação Transparência, que investiga possíveis desvios relacionados a emendas parlamentares.

As investigações apontam que Valdemar pode ter feito indicações irregulares de emendas mesmo após deixar o cargo de deputado federal. Em sua decisão, Dino destacou que diálogos em aplicativos de mensagens e planilhas compartilhadas entre os envolvidos indicam que o ex-parlamentar atuou como mandante no direcionamento de valores públicos.

Suspeitas de Irregularidades

De acordo com a Polícia Federal, as indicações irregulares de emendas eram realizadas por meio de servidores da Câmara dos Deputados. Funcionários da liderança do PL entravam em contato com uma servidora responsável pelo registro das emendas, solicitando a inclusão de recursos em nome de Valdemar.

Uma mensagem revelada durante as investigações mostra Garigham Amarante Pinto, considerado um dos principais interlocutores de Valdemar, questionando a servidora Mariângela Fialek sobre a formalização das indicações. Em outra troca de mensagens, Garigham menciona um valor de R$ 24 milhões, sugerindo uma negociação em torno de recursos destinados ao presidente do PL.

Valores Bloqueados

As investigações revelaram que foram registradas 21 emendas em nome de Valdemar, totalizando os R$ 119 milhões bloqueados pelo STF. Esses valores foram registrados entre 2024 e 2026, com a emenda de maior valor, R$ 24 milhões, destinada ao município de Porto Seguro, na Bahia. Outras emendas significativas foram direcionadas a Suzano, em São Paulo.

Além disso, municípios como Mogi das Cruzes (SP), Rio de Janeiro, Caraguatatuba (SP) e Dom Eliseu (PA) também receberam indicações de emendas atribuídas a Valdemar. O bloqueio dos bens visa garantir o ressarcimento em caso de condenação futura.

Defesa de Valdemar

Em sua decisão, o ministro Flávio Dino enfatizou que Valdemar Costa Neto não possui direito à indicação de emendas, uma vez que não ocupa mais um cargo parlamentar. O ministro criticou a influência que alguns servidores parecem atribuir ao ex-deputado, ressaltando a falta de um título jurídico que lhe permita dispor do orçamento público.

“A espantosa ascendência que alguns servidores da Câmara dos Deputados parecem atribuir ao investigado Valdemar Costa Neto contrasta com a ausência de título jurídico que lhe permita dispor do orçamento público”, afirmou Dino.

A defesa de Valdemar Costa Neto contestou a decisão, alegando que foi baseada em “premissas frágeis e inferências subjetivas”. Os advogados do presidente do PL negaram qualquer envolvimento em atividades criminosas, afirmando que não há provas ou indícios que sustentem as acusações contra ele.

O desenrolar desse caso pode ter implicações significativas para a política brasileira, especialmente no que diz respeito à transparência e à responsabilidade na gestão de recursos públicos.

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