A saudade é visita frequente, é verdade. O lado bom: tem sabor de boa nostalgia e não de perda. Curioso… passei a pensar mais em passagens da infância do meu filho depois que ele saiu de casa. Ao mesmo tempo, eu o vejo como o homem adulto que é, e me pego pensando nas conquistas, nos desafios dele. Vou dos 3 anos aos 30 anos dele em segundos dentro de mim. O ninho vazio, a distância física no dia a dia, me faz enxergar o que ele quer ser, o que ele é, sem as minhas expectativas misturadas. Elas estão em mim, guardadas. São só minhas, só compartilho sob consulta. Já o colo é liberado, é explícito, está sempre a disposição. É mais gostoso ainda, sabia? Será por que é mais raro? Creio que sim.



