
Durante sua participação no programa Encontro nesta segunda-feira (4), Débora Falabella mergulhou nas memórias de Avenida Brasil (2012), que atualmente encanta uma nova geração de espectadores nas tardes da Globo, no Vale a Pena Ver de Novo, revelando como o distanciamento ao longo dos anos transformou sua percepção sobre a vingança de Nina contra a vilã Carminha.
Para Débora, o ápice criativo da obra aconteceu no confinamento da mansão de Tufão, personagem de Murilo Benício. “Lembro que foi uma sequência de dias, só eu e ela dentro dessa casa. Era uma concentração muito grande”, relembrou a atriz. O que para o público era tensão pura, para ela era puro exercício artístico: “Para o ator, aquilo era um deleite. Esse momento do embate foi muito concentrado e muito bom de fazer”.
Diferente da urgência das gravações, Débora agora assiste ao folhetim sob uma lente de autocompaixão e admiração técnica. Ela afirma que revisitou a novela com mais distanciamento, o que a permitiu enxergar, além de suas próprias cenas, a excelência do roteiro, da direção e de todo o elenco, enxergando o conjunto que consolidou o sucesso da trama.
A atriz destaca que, com o passar dos anos, tornou-se mais generosa consigo mesma, assistindo ao trabalho com menos autocobrança e reconhecendo que, embora tenha amadurecido, a personagem foi construída com a energia exata para aquela idade. Nesse mergulho nostálgico, ela ainda pontuou o prazer de observar a evolução do casting, citando a transição orgânica entre a atuação de Mel Maia, na primeira fase, e a continuidade da história.
Embora as cenas entre Nina e Carminha fossem carregadas de uma densidade quase insuportável, os bastidores guardavam uma leveza necessária. Débora revelou que a conexão com Adriana Esteves era o que mantinha o clima vibrante. “Fomos muito intensas. Morro de rir vendo as minhas cenas com a Adriana, porque eram dramáticas, mas a gente se divertia muito fazendo”, confessou.
Essa química, que já havia sido celebrada em encontros públicos como no Altas Horas em 2023, reafirma que os maiores duelos da TV brasileira só foram possíveis graças a uma amizade e respeito profissional igualmente grandiosos.
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