Previa: O acesso ao crédito rural do Plano Safra tem transformado a produção de manga em Petrolina, contribuindo para a modernização da fruticultura no semiárido e fortalecendo a economia local.
A fruticultura irrigada no Brasil, especialmente em Petrolina (PE), tem se beneficiado significativamente do crédito rural do Plano Safra. Este financiamento tem permitido a expansão da área cultivada, melhorias na infraestrutura hídrica e um aumento na produtividade, consolidando a região como um polo agrícola no semiárido.
Um exemplo dessa transformação é a história de Iranildo da Silva Santana, produtor do Assentamento Mansueto de Lavor. Em 15 anos, ele ampliou sua área de cultivo de 2 para 11,5 hectares, com seis hectares já em produção. Essa evolução demonstra como o acesso ao crédito pode mudar a realidade de pequenos agricultores.
Manga: uma cultura estratégica no semiárido
A escolha pela cultura da manga se deve à sua alta produtividade e à adaptação às condições do Vale do São Francisco. Na propriedade de Iranildo, variedades como Palmer, Tommy e Rosa são cultivadas, com a manga Palmer se destacando como a principal aposta comercial.
Com potencial para produzir até 50 toneladas por hectare, a fruticultura se mostra uma das atividades mais rentáveis da região, contribuindo para a segurança alimentar e a geração de renda.
Entretanto, a falta de água era um obstáculo significativo para o crescimento da produção. Antes da modernização, a irrigação era feita de forma rudimentar, o que aumentava os custos e limitava a eficiência do cultivo. A irregularidade das chuvas e os longos períodos de estiagem tornavam a irrigação essencial para a sustentabilidade agrícola.
Investimentos em irrigação transformam a produção
A situação começou a mudar com o acesso às linhas de crédito do Plano Safra. Iranildo investiu cerca de R$ 180 mil na ampliação da adutora que leva água do rio até sua propriedade. Além disso, foram aplicados R$ 400 mil em um sistema de irrigação moderno, que inclui bombas e microaspersores, aumentando a eficiência hídrica.
O crédito também possibilitou a correção do solo, com a aplicação de calcário e gesso agrícola, fundamentais para elevar a produtividade das áreas cultivadas. Iranildo destaca que, sem esse suporte financeiro, sua produção não teria alcançado os níveis atuais.
Impacto econômico e social na região
Os investimentos em fruticultura irrigada têm um impacto que vai além da propriedade de Iranildo. Atualmente, sua fazenda emprega quatro funcionários permanentes e conta com o apoio da família durante períodos de colheita. Aproximadamente 100 famílias do Assentamento Mansueto de Lavor dependem da fruticultura irrigada como principal fonte de renda.
Com o fortalecimento da produção de frutas como manga, uva e pinha, a economia local se beneficia, promovendo o desenvolvimento sustentável da região. O acesso ao crédito com taxas competitivas também melhora o fluxo de caixa dos produtores, permitindo um planejamento mais eficaz e reduzindo a pressão financeira.
Apoio contínuo e produção sustentável
O suporte da cooperativa Cresol vai além da liberação de recursos. A cooperativa oferece orientação técnica e acompanhamento durante todas as etapas do investimento, garantindo que os produtores possam maximizar o uso dos recursos. Isso inclui linhas de custeio para despesas de colheita e aquisição de insumos.
A experiência de Iranildo exemplifica como o crédito rural é um instrumento vital para a competitividade da agricultura no Brasil. O financiamento de infraestrutura e tecnologia não apenas aumenta a produtividade, mas também gera empregos e fortalece a agricultura familiar, consolidando o Vale do São Francisco como uma referência na produção de frutas irrigadas.











