Previa: O consumo de combustíveis fósseis na América do Sul e Central apresenta uma queda significativa, enquanto a produção de petróleo na região registra um crescimento expressivo. O Brasil, em particular, mantém um papel central na matriz energética, com ênfase na diversificação e nas energias renováveis.
Recentemente, um estudo da KPMG, em parceria com a Ember, revelou que o consumo de combustíveis fósseis na América do Sul e Central caiu 4%. Esse movimento é atribuído à crescente adoção de fontes renováveis, especialmente em países como o Brasil. Apesar da redução no consumo, a produção de petróleo na região aumentou em 10,3%, impulsionada por nações como Argentina, Brasil, Venezuela e Guiana.
O papel do Brasil na produção de petróleo
O Brasil continua a ser um dos principais consumidores de petróleo do mundo, com um consumo diário de 2,61 milhões de barris em 2025, o que representa um aumento de 1,4% em relação ao ano anterior. Essa quantidade equivale a cerca de 2,5% do total global. A exploração das reservas do pré-sal é um fator crucial para o crescimento da produção nacional.
Manuel Fernandes, sócio-líder da KPMG no setor de Energia e Recursos Naturais, destaca que o Brasil está em um processo de diversificação energética. O país busca ampliar o uso de energias renováveis, ao mesmo tempo em que reduz a dependência de combustíveis fósseis.
Crescimento das energias renováveis
A matriz elétrica brasileira tem mostrado um avanço significativo na utilização de fontes renováveis. As energias hidrelétrica, solar e eólica, além dos biocombustíveis como etanol e biodiesel, são os principais responsáveis por essa evolução. Essa diversificação tem contribuído para que o Brasil se mantenha entre os países com maior participação de energias renováveis na geração de eletricidade.
A expansão das fontes solares e eólicas também tem reduzido a necessidade de combustíveis fósseis em determinados períodos, refletindo um movimento positivo em direção à sustentabilidade.
Desafios da transição energética
Os dados do estudo revelam que a transição energética não é uniforme entre os diferentes segmentos. Embora o consumo de combustíveis fósseis esteja em queda, a produção de petróleo continua a crescer, especialmente em países com novas fronteiras de exploração. No Brasil, a importância do petróleo para as exportações e a segurança energética é inegável.
Ao mesmo tempo, o aumento das fontes renováveis e biocombustíveis oferece alternativas para reduzir a intensidade de carbono da matriz energética, criando um cenário mais sustentável.
Brasil e energia de baixo carbono
O Brasil se destaca globalmente pela sua matriz elétrica, que é uma das menos intensas em carbono do mundo. A forte presença de hidrelétricas, juntamente com o crescimento das fontes solar e eólica, contribui para essa posição. Os biocombustíveis, como etanol e biodiesel, também desempenham um papel importante na substituição de derivados de petróleo em diversos setores.
Fernandes ressalta que as empresas estão ampliando os investimentos em energias renováveis, o que reforça a posição do Brasil como líder em energia de baixo carbono.
Principais dados do estudo
- Consumo de combustíveis fósseis na América do Sul e Central: queda de 4%
- Produção de petróleo na região: alta de 10,3%
- Consumo brasileiro de petróleo em 2025: 2,61 milhões de barris por dia
- Variação do consumo brasileiro: alta de 1,4% sobre 2024
- Participação do Brasil no consumo mundial de petróleo: 2,5%
- Principais fontes renováveis em expansão: hidrelétrica, solar e eólica
- Biocombustíveis de destaque: etanol e biodiesel











