Hoje, três décadas depois, essa mesma menina, Selma Dealdina Mbaye, está na linha de frente da articulação política do movimento quilombola no país. Um dos principais nomes da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), circula entre Brasília e os territórios, dá voz à pauta internacionalmente, negocia com o Estado, tensiona o que precisa ser, e tomou para si a missão de representar os interesses do povo que, como ela aprendeu na infância, precisa ter seus direitos assegurados.



