Previa: Coco Gauff expressou seu apoio à nova política de testes genéticos da WTA, mas alertou sobre os ataques direcionados à comunidade trans que surgiram a partir dessa decisão. A tenista destacou a importância de discutir a igualdade no esporte feminino sem deslegitimar as vozes trans.
A recente política de testes genéticos da WTA, que visa garantir a igualdade nas competições femininas, tem gerado polêmica e divisões entre atletas e fãs. Coco Gauff, campeã de dois torneios de Grand Slam, abordou o tema após sua vitória no Aberto do Canadá, demonstrando preocupação com as repercussões da medida sobre a comunidade transgênero.
Durante a coletiva de imprensa, Gauff afirmou que, embora compreenda a intenção de proteger a igualdade no esporte, não concorda com os ataques que a nova regra tem gerado. “Acho que concordo em parte com a tentativa de proteger a igualdade no esporte feminino. Mas também não gosto dos ataques que isso está gerando”, disse a atleta.
Impacto e Reações
A tenista também ressaltou que algumas pessoas estão utilizando o debate para criticar a comunidade trans, o que a preocupa. “Há pessoas que não se importam de verdade, mas querem usar isso como motivo para atacar a comunidade trans – então eu também não sou muito fã disso”, completou.
A nova regra da WTA, anunciada no mês passado, exige que atletas passem por testes genéticos para participar dos Jogos Olímpicos de Verão de 2028, em Los Angeles. Essa decisão segue uma diretriz do Comitê Olímpico Internacional (COI), que limitou a participação de atletas transgêneros em competições femininas.
O COI informou que a elegibilidade para eventos femininos agora está restrita a mulheres biológicas, e todas as atletas devem realizar um teste genético antes das competições. O exame pode ser feito por meio de saliva, coleta da mucosa bucal ou amostra de sangue, um procedimento já utilizado em outras modalidades esportivas.
Gauff também criticou a falta de consulta aos jogadores antes da implementação da nova política, ressaltando que a comunicação poderia ter sido mais transparente. Essa situação se torna ainda mais relevante em um contexto onde a discussão sobre gênero e esporte continua a ser um tema delicado e polarizador.
A polêmica em torno da WTA ganhou novos contornos após declarações da jogadora Sophie Cunningham, da WNBA, que também se manifestou sobre a participação de atletas trans em categorias femininas. Seu posicionamento gerou tanto apoio quanto críticas, evidenciando a complexidade do debate sobre inclusão e igualdade no esporte.











