Previa: O Brasil se prepara para enfrentar chuvas atípicas e um frio intenso na segunda metade de junho, resultado da atuação de ciclones extratropicais no Oceano Atlântico Sul. As mudanças climáticas prometem impactar diversas regiões, especialmente o Centro-Sul do país.
A partir do dia 15 de junho, o Brasil deve vivenciar um cenário climático incomum, com a chegada de chuvas intensas e uma massa de ar frio que se espalha por todo o território. Segundo a MetSul, essa mudança é impulsionada por dois ciclones extratropicais que atuam no Oceano Atlântico Sul, trazendo precipitações significativas e encerrando a seca que afetava o Centro-Oeste e o Sudeste.
A incursão do ar frio já começou a se intensificar no último fim de semana e deve atingir principalmente as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná são os estados que devem registrar as temperaturas mais baixas, com marcas abaixo de zero e previsão de geadas nos próximos dias.
“Nós teremos um frio extremo agora, no começo da segunda metade do mês, com cerca de cinco a seis dias de frio intenso, especialmente nos três estados do sul”, afirmou Estael Sias, meteorologista da MetSul.
Enquanto isso, o frio também deve se fazer sentir em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, embora de forma menos severa. Regiões como o Rio de Janeiro, o Distrito Federal e Goiás enfrentarão um frio contínuo, mas não tão intenso quanto no Sul. Após esse período, as temperaturas devem começar a subir novamente, embora o clima continue frio. No Norte e Nordeste, a seca persistirá.
Chuva atípica no Centro-Oeste e Sudeste marca fim da seca
Tradicionalmente, junho é um mês seco para o Sudeste e Centro-Oeste, com chuvas raras. No entanto, este ano, a previsão indica um padrão diferente, com a expectativa de chuvas acima da média por pelo menos cinco dias, começando nesta segunda-feira.
As condições meteorológicas sugerem que estados como São Paulo e Mato Grosso do Sul, que já registraram um maio chuvoso, devem continuar a receber precipitações significativas. A meteorologista destaca que o padrão úmido deve se manter até o solstício de inverno, em 21 de junho, com a possibilidade de que o volume de chuva acumulado ultrapasse a média esperada para o mês.
O Distrito Federal, que normalmente apresenta características de seca nesta época do ano, também deve ser afetado pelas chuvas. Em contrapartida, as regiões Norte e Nordeste continuarão a enfrentar um clima seco, com a possibilidade de redução significativa das chuvas no Norte, em um cenário que pode estar relacionado ao fenômeno El Niño.
Mudança brusca no tempo acende alerta à saúde
A combinação de ar frio e baixa umidade pode impactar a saúde da população, aumentando o risco de crises inflamatórias. O pneumologista Ygor Mourão, do Hospital de Base de Brasília, recomenda cuidados especiais durante esse período.
“O uso de medicações inalatórias deve ser reforçado, assim como a umidificação do ambiente para combater o ressecamento das vias aéreas. É importante evitar aglomerações e se proteger com vacinas contra a gripe, Covid e pneumonias”, orienta Mourão.
O médico alerta que a mudança brusca no clima pode levar a um aumento no número de atendimentos em prontos-socorros. Por isso, a população deve estar atenta e adotar medidas preventivas para garantir a saúde durante essa fase de transição climática.











