Previa: A nova coleção de alta-costura da Dior, apresentada por Jonathan Anderson, traz uma fusão entre arte e moda, com inspirações na escultora Lynda Benglis e elementos do artesanato indiano.
O Musée Rodin, em Paris, foi o cenário escolhido para a apresentação da segunda coleção de alta-costura de Jonathan Anderson para a Dior. Com uma proposta inovadora, o estilista trouxe à passarela uma interpretação única do trabalho da escultora americana Lynda Benglis, que é reconhecida por suas criações que transformam materiais bidimensionais em formas tridimensionais.
Anderson aplicou conceitos de nós, pregas e dobras, características marcantes da obra de Benglis, ao plissar e drapear tecidos. Essa técnica resultou em novas texturas e volumes, criando um diálogo entre a moda e a escultura. A paleta de cores e os acabamentos metálicos, iridescentes e brilhantes também remetem às obras da artista, trazendo uma atmosfera contemporânea e ousada à coleção.
Elementos Culturais e Artesanais
A coleção não se limita apenas à estética, mas também incorpora referências culturais. A relação de Benglis com a cidade de Ahmedabad, na Índia, influenciou a escolha de tecidos e padrões. Motivos florais, que fazem alusão à série Peacocks da artista, estão presentes em diversas peças, trazendo um toque de natureza e delicadeza.
O artesanato indiano se destaca com a inclusão de fragmentos de chintz e indiennes, tecidos de algodão finamente trabalhados e pintados à mão, que adornam as icônicas bolsas Petit Dîner e Mini Lady Dior. Essas escolhas ressaltam a valorização do trabalho manual e a conexão entre diferentes culturas na moda.
Entre os destaques da coleção, a Bar Jacket, um clássico da marca, foi reinterpretada em versões bordadas e com uma cauda de seda, trazendo um ar de sofisticação e modernidade. Os vestidos, por sua vez, apresentam estampas florais, tecidos retorcidos e drapeados, além de versões maximizadas do leque, um elemento que também se faz presente no convite do desfile.
Com essa coleção, Jonathan Anderson reafirma a Dior como uma marca que não apenas segue tendências, mas também as cria, unindo arte, cultura e moda de maneira inovadora e impactante. A alta-costura, mais uma vez, se mostra como um espaço de experimentação e expressão artística, refletindo a evolução do estilo e do comportamento contemporâneo.











