Previa: O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter a condenação de Paulo Cupertino, responsável pela morte do ator Rafael Miguel e seus pais, reduzindo sua pena para 90 anos. A decisão reafirma a validade do júri e a prisão do réu.
A Justiça de São Paulo reafirmou sua posição em relação a Paulo Cupertino, condenado pelo brutal assassinato do ator Rafael Miguel e de seus pais, Mirian e João Miguel, em 2019. Na segunda-feira (27/7), o Tribunal de Justiça (TJ-SP) rejeitou os recursos apresentados pela defesa, mantendo a sentença do júri e a prisão do réu.
A única mudança no caso foi a redução da pena de Cupertino, que passou de 98 para 90 anos de prisão. Essa alteração, no entanto, não implica em qualquer tipo de absolvição ou diminuição da responsabilidade do réu pelos crimes cometidos. A decisão foi uma adequação técnica à legislação vigente na época do crime, que limitava a pena a 30 anos por homicídio.
Defesa e Argumentos
Os advogados de Cupertino tentaram anular o julgamento, alegando falhas técnicas no processo, como a violação do princípio do promotor natural e problemas na cadeia de custódia das provas. Além disso, solicitaram a exclusão de circunstâncias desfavoráveis da contagem da pena.
No entanto, a relatora do caso afastou todas as alegações da defesa, confirmando que o Ministério Público atuou de forma regular e sem prejuízos durante as investigações. O voto da relatora reforçou a integridade do processo judicial e a responsabilidade de Cupertino pelos assassinatos.
Relembre a tragédia
O crime que chocou o Brasil foi motivado por uma possessividade extrema de Cupertino em relação à sua filha, Isabela Tibcherani, que namorava Rafael Miguel. Durante o julgamento, tanto Isabela quanto sua mãe, Vanessa Tibcherani, confirmaram a motivação fútil e a autoria dos disparos.
Apesar de negar sua participação nos assassinatos e tentar atribuir a culpa a uma “pessoa não identificada”, a versão de Cupertino foi desmentida por depoimentos da família e por imagens de câmeras de segurança. As gravações mostraram o momento em que uma das vítimas foi atingida e a fuga do criminoso, que permaneceu foragido por quase três anos.











