O indicado pelo presidente Lula (PT) ao Supremo Tribunal Federal, Jorge Messias, pode ter que comparecer ao Senado para sessão na Comissão de Assuntos Econômicos antes de ser sabatinado pela Casa. O presidente do colegiado, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), aguarda o ainda advogado-geral retornar de férias para escolher a melhor data.
Messias deve ser chamado justamente para relatar a experiência e a competência da Advocacia-Geral da União sobre o caso do Banco Master, conjuntamente com o Tribunal de Contas da União.
A oportunidade deve ser usada, tanto por governistas quanto pela oposição, para antecipar a sabatina que Messias vai enfrentar na Comissão de Constituição e Justiça, passo obrigatório antes de ter sua indicação votada.
Senadores ouvidos pela reportagem acreditam que o clima deve ser um pouco mais “brando” que a sabatina da CCJ, já que a CAE dispõe de tempo limitado para ouvir o ministro. O grande número de governistas no colegiado também deve dar contornos mais leves à sessão.
O AGU conta nos dedos os apoios faltantes para a sua indicação ser aceita pelo Senado. Ele já conversou com praticamente todos os senadores (integrantes da CCJ ou não) e deve finalizar a peregrinação pela Casa neste momento de “férias”.
Aliados do indicado dizem que a resistência de senadores diminuiu com o passar do tempo. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), ainda aguarda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), uma indicação de data a ser marcada para a sabatina.














