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Cardiologista aponta doenças do coração que estão ligadas ao estresse

A rotina acelerada e a sensação de que é preciso dar conta de tudo deixam os indivíduos em um estado constante de alerta. Diante desse cenário, o estresse que envolve as tomadas de decisão pode deixar de ser apenas um incômodo emocional para se transformar em um “vilão silencioso” para a saúde — especialmente a do coração. De acordo com o cardiologista Fabrício da Silva, as consequências do estresse para o sistema cardiovascular são cumulativas. 

Ou seja: quando se chega ao limite, o organismo não consegue mais compensar a sobrecarga constante e responde de forma crítica.

“O estresse contínuo ativa de forma persistente o sistema nervoso simpático, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial. Com o tempo, isso favorece inflamação e disfunção dos vasos sanguíneos, e acelera processos como a aterosclerose, elevando o risco de infarto e AVC”, alerta o médico.

A sensação de esgotamento e estresse contribui para o surgimento de doenças do coração

Entenda como o estresse está ligado às doenças do coração

O especialista esclarece que o “hormônio do estresse”, o cortisol, quando liberado de forma prolongada no organismo, passa a impactar negativamente o corpo.

“Essa exposição prolongada também contribui para o aumento da glicose e do acúmulo de gordura abdominal. Esses fatores, combinados, aumentam significativamente o risco cardiovascular e sobrecarregam o coração”, pontua Fabrício da Silva.

O estresse também favorece o acúmulo da gordura abdominal, fatores que aumentam o risco de doenças cardiovasculares

O trabalho “dobrado” do coração pode desencadear condições graves de saúde.

Fabrício salienta que o estresse pode agravar quadros de arritmias. “Além disso, em situações agudas e intensas, pode levar a condições como a chamada Síndrome do Coração Partido, que simula um infarto”, explica.

Sinais físicos

Buscando auxiliar os leitores a entender quando a sensação de estresse passa de uma reação natural para um estado crônico e prejudicial à saúde física e mental, o cardiologista apontou alguns sintomas que podem indicar a sobrecarga do organismo.

“Alguns sinais de alerta incluem palpitações, sensação de coração acelerado, dores no peito, falta de ar, cansaço excessivo e alterações no sono. Esses sintomas não devem ser ignorados, especialmente se forem recorrentes”, frisa Fabrício da Silva.

Falta de ar é um dos sintomas que podem indicar que o coração está sobrecarregado

Redução de danos

Para reduzir os impactos do estresse no organismo, mudanças no estilo de vida são fundamentais. A prática regular de atividade física, técnicas de respiração e relaxamento, boa qualidade do sono e organização da rotina são algumas das estratégias eficazes citadas pelo especialista.

“O acompanhamento psicológico ou médico também é indicado. O mais importante é reconhecer o estresse como um fator de risco real e tratá-lo com a mesma seriedade que outros problemas cardiovasculares”, orienta o especialista.

É importante reconhecer o estresse como um fator de risco real

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