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Café registra alta nas bolsas internacionais com alerta para El Niño e clima no Brasil

Os preços do café estão em alta nas bolsas internacionais, impulsionados por preocupações climáticas e a colheita brasileira. O mercado permanece volátil, refletindo incertezas sobre a oferta global...

Café registra alta nas bolsas internacionais com alerta para El Niño e clima no Brasil

Previa: Os preços do café estão em alta nas bolsas internacionais, impulsionados por preocupações climáticas e a colheita brasileira. O mercado permanece volátil, refletindo incertezas sobre a oferta global e o fenômeno El Niño.

Na terça-feira, 14 de julho, os preços do café nas bolsas internacionais apresentaram uma recuperação significativa, após uma correção no início da semana. O interesse dos compradores voltou a aquecer, especialmente em função das condições climáticas que afetam as principais regiões produtoras e as expectativas para a safra 2026/27.

Na ICE Futures US, em Nova York, o contrato de café arábica para setembro de 2026 foi negociado a 334,15 cents de dólar por libra-peso, com uma alta de 415 pontos. Em Londres, o café robusta também mostrou valorização, com o contrato de setembro de 2026 cotado a US$ 3.873 por tonelada.

Preocupações climáticas impactam o mercado

O mercado de café voltou a se preocupar com os riscos climáticos, especialmente com a possibilidade de um fenômeno El Niño mais intenso no segundo semestre. Esse fenômeno pode alterar os padrões de chuva nas principais regiões produtoras, afetando a produtividade e a qualidade dos grãos.

De acordo com a Organização Internacional do Café (OIC), a expectativa de uma oferta mais confortável havia pressionado os preços, mas a intensificação das preocupações climáticas reverteu essa tendência. As análises indicam que a formação de um evento climático severo pode impactar a produção da safra 2026/27.

Os possíveis efeitos climáticos incluem a redução das chuvas na América Central e no Caribe, temperaturas elevadas no norte da América do Sul, excesso de chuvas no Sul do Brasil e irregularidades climáticas na África Oriental. Esses fatores aumentam a volatilidade das cotações internacionais.

Colheita brasileira e estoques em baixa

A colheita de café no Brasil está avançando, mas as condições climáticas têm dificultado o ritmo dos trabalhos. Levantamentos indicam que a colheita de café arábica em Minas Gerais está abaixo da média histórica, com chuvas acima do normal complicando as operações de colheita e secagem.

Além disso, os estoques certificados de café nas bolsas internacionais estão em níveis reduzidos, com um total de aproximadamente 1,09 milhão de sacas, o menor desde fevereiro de 2024. Essa diminuição aumenta a sensibilidade do mercado a notícias sobre clima e produção.

Impactos das tensões geopolíticas

As tensões geopolíticas também estão elevando os custos logísticos, o que impacta o mercado. Problemas no Estreito de Ormuz, por exemplo, aumentaram os custos de frete e combustíveis, elevando os prêmios de risco do transporte internacional.

Embora os fatores climáticos sustentem os preços no curto prazo, o mercado também enfrenta perspectivas de maior produção mundial. Projeções do USDA indicam uma safra recorde no Brasil, enquanto a produção do Vietnã também foi revisada para cima.

Com um cenário de incertezas e volatilidade, o mercado de café deve continuar atento às previsões climáticas e à evolução da colheita brasileira. A combinação de riscos climáticos e a expectativa de maior oferta global manterão os preços em um estado de constante flutuação.

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