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Café mantém preços firmes, mas negociações devem ser limitadas nesta terça-feira

O mercado físico de café no Brasil deve apresentar negociações limitadas nesta terça-feira, apesar da leve valorização dos contratos futuros e da estabilidade do dólar.

Café mantém preços firmes, mas negociações devem ser limitadas nesta terça-feira

Previa: O mercado físico de café no Brasil deve apresentar negociações limitadas nesta terça-feira, apesar da leve valorização dos contratos futuros e da estabilidade do dólar. Produtores estão cautelosos e priorizam vendas apenas para atender compromissos financeiros.

O cenário atual do mercado de café no Brasil indica que as negociações físicas devem ser pontuais nesta terça-feira (18). A leve alta dos contratos futuros do arábica na Bolsa de Nova York, combinada com a estabilidade do dólar frente ao real, proporciona suporte aos preços, mas não é suficiente para aumentar a liquidez no mercado.

Os produtores estão adotando uma postura cautelosa, avaliando as ofertas com mais rigor. A maioria tende a comercializar apenas o volume necessário para cumprir obrigações financeiras ou para liberar espaço nos armazéns. Essa seletividade é uma resposta à valorização observada na segunda-feira (17), quando os preços do arábica e do robusta apresentaram ganhos significativos nas principais regiões produtoras do Brasil.

Movimentação e preços nas principais praças

Na última sessão, o mercado físico registrou preços mais altos e uma movimentação considerável. No Sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa, da safra nova e com 15% de catação, foi negociado entre R$ 1.850 e R$ 1.855 por saca de 60 quilos, um aumento em relação aos R$ 1.830 a R$ 1.835 da sessão anterior.

O Cerrado Mineiro também viu valorização, com o arábica bebida dura alcançando entre R$ 1.860 e R$ 1.865 por saca, comparado aos R$ 1.840 a R$ 1.845 anteriormente. Na Zona da Mata, o arábica rio tipo 7, da safra 2026, foi cotado entre R$ 1.370 e R$ 1.375, um leve aumento em relação aos R$ 1.360 a R$ 1.365 da sessão anterior.

O mercado de café conilon no Espírito Santo também apresentou alta. Em Vitória, o conilon tipo 7 da safra 2026 foi negociado entre R$ 1.060 e R$ 1.065 por saca, superando os R$ 1.040 a R$ 1.045 registrados anteriormente. Essa valorização reflete a resistência dos produtores em aceitar ofertas abaixo das referências atuais, especialmente em um contexto de volatilidade nos mercados internacionais.

Exportações e desempenho no mercado internacional

As exportações brasileiras de café em grão mostraram um crescimento expressivo em agosto de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que, nos primeiros dez dias úteis do mês, foram embarcadas 1.683.702 sacas de 60 quilos, resultando em uma média diária de 168.370 sacas, um aumento de 48,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar do crescimento no volume exportado, a receita média diária recuou 17,8%, para US$ 304,82 por saca, o que indica uma redução na remuneração média do produto. O desempenho do câmbio e das bolsas internacionais será crucial para determinar a evolução das receitas ao longo da segunda metade do mês.

No mercado internacional, o contrato de café arábica para dezembro de 2026 na ICE Futures US subiu 0,07%, cotado a 318,15 centavos de dólar por libra-peso. Contudo, a valorização moderada nesta terça-feira pode limitar movimentos mais intensos nos preços internos, dependendo do comportamento dos futuros ao longo do dia.

Com o dólar comercial apresentando leve alta de 0,06%, negociado a R$ 5,2027, a estabilidade da moeda limita o impacto sobre os preços internos do café. Uma valorização mais robusta do dólar poderia aumentar a competitividade das ofertas no mercado externo e beneficiar os produtores com preços mais altos.

O ambiente financeiro global se mostra misto, com os principais índices asiáticos encerrando sem uma tendência clara. Na Europa, as bolsas também apresentam movimentos variados, enquanto o mercado de petróleo opera em alta. Essa falta de estímulos no câmbio e o avanço limitado do café em Nova York sugerem que o mercado físico brasileiro deve manter preços firmes, mas com liquidez reduzida, resultando em negociações seletivas.

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