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Café: Arábica se recupera em Nova York, robusta dispara em Londres e colheita avança no Brasil

O mercado internacional de café apresenta movimentos distintos, com o arábica se recuperando em Nova York e o robusta em alta em Londres.

Café: Arábica se recupera em Nova York, robusta dispara em Londres e colheita avança no Brasil

Previa: O mercado internacional de café apresenta movimentos distintos, com o arábica se recuperando em Nova York e o robusta em alta em Londres. A colheita brasileira e a isenção tarifária dos EUA são fatores que influenciam as cotações.

As cotações internacionais do café iniciaram esta sexta-feira (17) com comportamento misto nas principais bolsas mundiais. O mercado ainda enfrenta elevada volatilidade, influenciada por diversos fatores, como a colheita brasileira, as exportações e as condições climáticas nas regiões produtoras. O café arábica mostra uma leve recuperação na ICE Futures US, enquanto o robusta apresenta ganhos mais significativos na ICE Europe.

Arábica e robusta: movimentos distintos nas bolsas

Após um pregão anterior marcado por perdas superiores a 4%, o mercado do café arábica tenta recuperar parte das desvalorizações. Na abertura desta sexta-feira, o contrato setembro/2026 era negociado a 313,15 cents de dólar por libra-peso, com alta de 55 pontos. O vencimento dezembro/2026 também avançou, alcançando 298,45 cents/lbp, com valorização de 120 pontos.

Por outro lado, no mercado europeu, os contratos do café robusta apresentaram um desempenho mais consistente. O vencimento setembro/2026 avançou US$ 78, sendo negociado a US$ 3.875 por tonelada, enquanto o contrato novembro/2026 registrou alta de US$ 79, cotado a US$ 3.826 por tonelada. Essa valorização ocorre em um ambiente sensível às expectativas de oferta global e à demanda internacional.

Avanço da colheita e exportações em destaque

O avanço da colheita brasileira continua a pressionar o mercado, mesmo com a recuperação observada. As condições climáticas favoráveis aceleraram os trabalhos nas lavouras, aumentando a expectativa de maior disponibilidade de café nos próximos meses. Esse cenário contribuiu para a pressão no mercado, especialmente com a valorização do dólar frente ao real, que torna as exportações brasileiras mais competitivas.

Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que, em junho de 2026, o Brasil exportou 3,060 milhões de sacas de 60 quilos, representando uma alta de 16,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Apesar disso, a receita cambial caiu 6%, refletindo a acomodação dos preços internacionais. No primeiro semestre de 2026, os embarques totalizaram 17,831 milhões de sacas, uma queda de 8,3% em comparação com o ano anterior.

Isenção tarifária dos EUA e suas implicações

A confirmação de que o café brasileiro ficou isento da tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos traz maior tranquilidade ao mercado. Essa decisão é considerada estratégica, pois preserva a competitividade do produto brasileiro no maior mercado consumidor mundial. Especialistas acreditam que essa medida evita distorções no fluxo comercial e reduz riscos para as exportações brasileiras.

A exclusão do café da tarifa já era esperada, uma vez que a indústria norte-americana depende fortemente do abastecimento brasileiro e não possui fornecedores capazes de substituir rapidamente os volumes exportados pelo Brasil.

Perspectivas e volatilidade no mercado

Apesar da recuperação observada, o cenário exige cautela dos investidores. A combinação do avanço da colheita, o comportamento das exportações, as oscilações cambiais e as condições climáticas nas regiões produtoras devem continuar a sustentar a volatilidade nas bolsas internacionais. Compradores e exportadores monitoram a evolução da safra brasileira 2026/27, a qualidade dos grãos e a demanda mundial, fatores que influenciarão os preços no segundo semestre.

No curto prazo, o mercado deve continuar reagindo rapidamente a novas informações sobre produção, clima e comércio internacional. A manutenção da isenção tarifária para o café brasileiro nos Estados Unidos é um fator importante para as exportações, enquanto a evolução da colheita e a maior disponibilidade física podem limitar movimentos de alta mais intensos. Com estoques globais ajustados e uma demanda internacional resiliente, o ambiente de volatilidade deve persistir nas próximas semanas.

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