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Café brasileiro é isento de tarifa de 25% nos EUA e preserva exportações de US$ 2,5 bilhões

O café brasileiro recebeu uma importante isenção de tarifas nos Estados Unidos, garantindo a continuidade das exportações para o maior consumidor mundial da bebida.

Café brasileiro é isento de tarifa de 25% nos EUA e preserva exportações de US$ 2,5 bilhões

Previa: O café brasileiro recebeu uma importante isenção de tarifas nos Estados Unidos, garantindo a continuidade das exportações para o maior consumidor mundial da bebida. A decisão do governo americano é vista como um alívio para o setor cafeeiro nacional.

O café brasileiro conquistou uma vitória significativa no cenário internacional. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou que todos os cafés produzidos no Brasil estão isentos da tarifa adicional de 25% nas importações. Essa decisão abrange tanto o café verde quanto os produtos industrializados, como o café torrado e o solúvel, preservando um dos principais fluxos comerciais do agronegócio brasileiro.

A medida foi amplamente celebrada pelas principais entidades do setor cafeeiro, que destacaram o esforço diplomático realizado nos últimos meses para evitar impactos negativos nas exportações. A atuação coordenada entre as associações e o governo dos EUA foi fundamental para essa conquista.

Trabalho conjunto garantiu a exclusão do café brasileiro

Em uma nota conjunta, a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) ressaltaram que a decisão é um resultado direto da atuação conjunta junto ao governo norte-americano. As entidades participaram de audiências públicas promovidas pelo USTR e mantiveram um diálogo constante desde o primeiro anúncio das tarifas em 2025.

O apoio da National Coffee Association (NCA) e de importadores norte-americanos também foi crucial, defendendo a manutenção do fluxo comercial entre os dois países. Essa colaboração demonstra a importância do café brasileiro no mercado internacional.

Café solúvel também foi incluído entre as exceções

A decisão trouxe avanços significativos para o setor, como a manutenção da isenção dos cafés que já estavam na lista preliminar de exceções e a inclusão do café solúvel não aromatizado, que poderia ser afetado pela nova tarifa. Com isso, os produtos que ficam isentos da sobretaxa de 25% incluem:

  • café verde;
  • café torrado;
  • café solúvel;
  • produtos industrializados derivados do café brasileiro.

Essa medida é considerada estratégica, uma vez que os Estados Unidos são o maior consumidor e importador mundial de café, representando um dos principais destinos das exportações brasileiras. As vendas para o mercado norte-americano movimentam entre US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões anualmente.

Nova investigação ainda preocupa o setor

Apesar da comemoração, as entidades alertam que o tema não está totalmente resolvido. Uma nova investigação, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, ainda está em andamento e pode resultar em uma nova tarifa sobre produtos brasileiros, com uma alíquota estimada em 12,5% que inclui novamente o café.

Diante desse cenário, o setor continuará a monitorar as negociações e a manter um diálogo permanente com as autoridades brasileiras e norte-americanas. A preocupação com possíveis novas tarifas permanece, exigindo atenção constante.

Entidades reforçam compromisso com a competitividade do café brasileiro

As associações Abic, Abics e Cecafé afirmam que seguirão atuando em conjunto para defender os interesses da cadeia produtiva do café. O objetivo é preservar a competitividade internacional do produto brasileiro e garantir segurança jurídica para exportadores, indústria, cooperativas e produtores rurais.

O reconhecimento do café brasileiro como fornecedor estratégico para os Estados Unidos fortalece a posição do Brasil como maior produtor e exportador mundial da commodity. Com a exclusão do café do tarifaço de 25%, o setor ganha fôlego para manter sua competitividade internacional, embora continue a monitorar os desdobramentos das investigações comerciais em andamento.

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