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Brasil busca acordo com EUA após reunião sem avanços sobre tarifas comerciais

O Brasil busca um "acordo equilibrado" com os Estados Unidos após uma reunião virtual que não trouxe avanços nas negociações sobre tarifas comerciais.

Brasil busca acordo com EUA após reunião sem avanços sobre tarifas comerciais

Previa: O Brasil busca um “acordo equilibrado” com os Estados Unidos após uma reunião virtual que não trouxe avanços nas negociações sobre tarifas comerciais. O governo brasileiro reafirma sua posição contrária às alíquotas impostas e mantém o diálogo aberto.

Na tarde desta segunda-feira (31), representantes dos governos brasileiro e norte-americano se reuniram virtualmente para discutir as tarifas elevadas impostas pelos EUA ao Brasil. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) declarou que continuará buscando um “acordo equilibrado” e que as negociações seguirão em andamento.

A conversa, que durou cerca de 40 minutos, foi uma oportunidade para o Brasil reiterar sua oposição às alíquotas que afetam produtos brasileiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia manifestado essa posição em uma ligação anterior com o presidente Donald Trump, há duas semanas.

Reunião com Greer sem avanços

O encontro, que contou com a participação do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, não resultou em avanços concretos. Fontes do governo brasileiro consideraram a reunião como uma “conversa exploratória”, com o intuito de avaliar as possibilidades de diálogo sobre as relações comerciais entre os países.

A reunião foi agendada após um telefonema entre os presidentes Lula e Trump, realizado em 21 de agosto, que sinalizou a intenção de reabrir conversas técnicas interrompidas devido às novas tarifas. Durante a chamada, as partes concordaram em manter o diálogo técnico e avançar em uma possível negociação, com a expectativa de uma nova reunião ministerial em breve.


Tarifaço

  • O novo tarifaço de 37,5% sobre produtos brasileiros entrou em vigor em julho;
  • A decisão foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio Americano (USTR), após uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974;
  • O governo Trump alega que o Brasil adota práticas comerciais desleais em áreas como comércio digital e acesso ao mercado de etanol;
  • Apesar do aumento das tarifas, mais de 2,1 mil produtos foram isentos para evitar danos à economia dos EUA;
  • Entre os produtos isentos estão carne bovina, café, laranja, suco de laranja, petróleo e aeronaves civis.

A reunião de hoje ocorre em um contexto de crescente tensão comercial, com os EUA implementando tarifas adicionais sob justificativas de práticas comerciais e políticas setoriais. O governo brasileiro contesta essas medidas e defende uma solução negociada.

A articulação para o encontro foi feita diretamente entre autoridades dos dois países, marcando a retomada formal do canal técnico para discutir o tarifaço. Há expectativa de que novas rodadas de negociações sejam realizadas nas próximas semanas.

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