O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes afirmou, em decisão assinada nesta terça-feira 24, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderia ter antecipado seu atendimento médico em 13 de março — dia em que foi internado — se tivesse apertado seu “botão do pânico”.
A avaliação consta do despacho em que Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro por pelo menos 90 dias. No dia 13, Bolsonaro foi transferido da Papudinha, onde cumpria sua pena de 27 anos de prisão pela trama golpista, para o Hospital DF Star, onde os médicos diagnosticaram uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração.
Segundo o ministro, a observância de todos os cuidados necessários à saúde e à dignidade do ex-capitão foi eficiente, o que permitiu um rápido transporte para o hospital. Na véspera da internação, acrescentou, a equipe de saúde atestou que ele tinha boas condições físicas e mentais — naquele dia Bolsonaro chegou a fazer uma caminhada de cinco quilômetros.
“Saliente-se, ainda, que o custodiado poderia ter antecipado seu próprio atendimento, caso tivesse acionado mais cedo o ‘botão do pânico’, que estava à sua disposição 24 (vinte e quatro) horas por dia”, escreveu o relator.
O ex-presidente segue sem previsão de deixar o hospital. Na segunda-feira 23, ele apresentou melhora clínica, recebeu alta da unidade de terapia intensiva e foi transferido para um quarto.














