Prévia: O mercado do boi gordo em São Paulo apresenta sinais de recuperação, após um período de desvalorização. A alta nos preços é impulsionada por uma oferta ajustada de animais e expectativas positivas nas exportações de carne bovina.
Na terça-feira, 21 de julho, o mercado do boi gordo iniciou um movimento de recuperação, revertendo as perdas acumuladas nas primeiras semanas do mês. A valorização da arroba, que chegou a R$ 337,10, representa um aumento de 1,08% em relação ao fechamento anterior e um ganho de 0,21% no acumulado do mês, segundo o Indicador Cepea/Esalq.
A recuperação interrompe uma sequência de desvalorizações observadas desde o início de julho, sinalizando que o mercado pode estar encontrando um novo equilíbrio entre oferta e demanda. A pressão causada pelo aumento pontual da oferta parece ter perdido força, com frigoríficos voltando a competir por lotes de animais terminados.
Expectativas para o futuro do mercado
Os contratos futuros do boi gordo também refletem uma expectativa de valorização, com preços superiores aos do mercado à vista. Na B3, os contratos para julho, agosto, setembro e outubro de 2026 foram negociados a R$ 341,10, R$ 349,55, R$ 355,80 e R$ 363,45, respectivamente. Esses prêmios indicam uma oferta controlada de animais para abate, especialmente no segundo semestre.
O equilíbrio entre oferta e demanda continua a ser um fator crucial para a sustentação dos preços. Em estados produtores, a disponibilidade de animais terminados é limitada, enquanto os frigoríficos monitoram de perto o desempenho das exportações brasileiras, que são fundamentais para o setor. O consumo interno também é uma preocupação, pois é necessário manter margens positivas no mercado.
As cotações variam entre as regiões produtoras, com negócios próximos de R$ 332,00 por arroba nas regiões de Barretos e Araçatuba, segundo levantamentos da Scot Consultoria. Em outros estados, como Paraná e Santa Catarina, as negociações seguem competitivas, refletindo a dinâmica regional de oferta e demanda.
Movimentos no mercado de proteínas
Enquanto o boi gordo apresenta recuperação, outros segmentos de proteínas têm se comportado de maneira mista. O frango congelado manteve-se estável em R$ 7,27 por quilo na Grande São Paulo, enquanto o frango resfriado foi negociado a R$ 7,29 por quilo, ambos com leve valorização no mês. Por outro lado, a carcaça suína especial recuou 1,9%, sendo comercializada a R$ 13,92 por quilo no atacado da Grande São Paulo.
Com a entrada na reta final de julho, três fatores devem influenciar o mercado do boi gordo nas próximas semanas: a evolução das escalas de abate dos frigoríficos, o ritmo das exportações de carne bovina e a disponibilidade de animais terminados nas principais regiões produtoras. Se a oferta continuar controlada e as exportações se mantiverem favoráveis, a expectativa é de um mercado firme, sustentando os preços elevados da arroba.











