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BID destina US$ 5,8 bilhões para Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou um investimento significativo para combater a fome e a pobreza globalmente, com apoio do Brasil.

BID destina US$ 5,8 bilhões para Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

Previa: O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou um investimento significativo para combater a fome e a pobreza globalmente, com apoio do Brasil. A iniciativa visa fortalecer políticas e programas que promovam a erradicação desses problemas sociais.

Na última sexta-feira, 19 de junho, o BID revelou, em Roma, a destinação de US$ 5,8 bilhões para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Essa aliança, que conta com o apoio do governo brasileiro, tem como meta acelerar a erradicação da fome e da pobreza por meio de ações coordenadas entre seus membros.

Com mais de 215 integrantes, a Aliança inclui 107 países, 31 organizações internacionais e 63 entidades filantrópicas e não governamentais. A diversidade de membros reforça a importância da colaboração internacional no enfrentamento de desafios sociais complexos.

Investimentos e Impacto

Os recursos anunciados se somam aos US$ 4,1 bilhões já alocados em 2023 para programas sociais em diversos países. Com isso, o total de investimentos do BID para este e o próximo ano chega a cerca de US$ 10 bilhões, representando 40% da meta de US$ 25 bilhões estabelecida para ser financiada até 2030.

Esses fundos poderão ser utilizados tanto para empréstimos quanto para cooperação técnica, com a possibilidade de doações. Detalhes sobre a distribuição dos recursos entre os projetos e países beneficiados serão divulgados na próxima semana, conforme informações do BID.

A taxa de juros dos empréstimos do BID será baseada na taxa diária de financiamento overnight garantido, acrescida da margem de captação do banco e do spread do empréstimo. Essa estrutura busca garantir que os financiamentos sejam acessíveis e sustentáveis para os países mutuários.

Desde dezembro de 2022, o BID é presidido por Ilan Goldfajn, economista brasileiro que já atuou como presidente do Banco Central. Sob sua liderança, o banco busca fortalecer a atuação na América Latina e Caribe, onde 26 dos 48 países membros são mutuários e podem se beneficiar dos financiamentos.

A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza é co-presidida por Eva Granados, secretária de Estado para Cooperação Internacional da Espanha, e Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social do Brasil. A colaboração entre nações é fundamental para enfrentar a fome e a pobreza, promovendo a cidadania e os direitos humanos em escala global.

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