Prévia: Durante a Festa do Peão de Americana, Cuiabano Lima compartilhou suas impressões sobre os desafios do mercado de shows no Brasil, destacando a necessidade de um equilíbrio entre os custos e os preços dos ingressos.
O cantor Cuiabano Lima, conhecido por sua atuação no cenário sertanejo e como locutor de rodeios, abordou os desafios enfrentados pelos produtores de eventos durante a Festa do Peão de Americana, realizada no último domingo (14/6). Em conversa com Leo Dias, ele destacou as dificuldades financeiras que têm afetado o setor, especialmente com o aumento dos custos nos últimos anos.
Segundo o artista, é fundamental encontrar um ponto de equilíbrio entre o que os artistas cobram e a realidade dos organizadores de eventos. Ele ressaltou que, apesar de os shows serem essenciais para a economia e gerarem empregos, os custos para a realização de grandes espetáculos aumentaram significativamente, especialmente após a pandemia. “O artista americano não investe em fogos, não investe em efeito de palco. Então, o investimento do artista brasileiro é muito alto e o produtor de evento tem sofrido muito”, explicou.
Desafios e oportunidades no mercado de shows
Cuiabano também mencionou a questão da meia entrada e o investimento em camarotes, além de destacar que o cenário econômico do país não é favorável. Ele acredita que esses fatores contribuem para a crescente preocupação entre os produtores de eventos. No entanto, o cantor não vê a situação como uma crise definitiva, mas sim como um momento de adaptação.
O cantor observou que o Brasil atualmente enfrenta uma “overdose de eventos”, o que tem levado ao cancelamento de algumas apresentações. “O público não tem dinheiro pra tudo”, afirmou, enfatizando a necessidade de uma regulação do mercado baseada na demanda do público.
Ao discutir os cachês dos artistas, Cuiabano evitou críticas diretas, mas defendeu que o valor de um artista deve ser determinado pela sua capacidade de atrair público e vender ingressos. “O que vende na bilheteira teria que ser a precificação exata do valor que ele tem”, argumentou.
Por fim, o cantor citou a força do sertanejo e a tendência de artistas do gênero investirem em eventos próprios, ressaltando a tradição consolidada e o calendário de apresentações que se mantém estável ao longo dos anos. Essa estratégia pode ser uma forma de enfrentar os desafios do mercado e garantir a continuidade dos shows no Brasil.











