A filiação da ex-ministra e ex-senadora Kátia Abreu ao PT, oficializada no Tocantins no sábado 4, provocou reação imediata na própria legenda. Um grupo ligado à corrente Articulação de Esquerda encaminhou à direção nacional um pedido para invalidar a filiação, alegando falhas no processo interno e divergências políticas com os princípios do partido.
Segundo o documento, os signatários Fabiano Kenji Nohama, Heloísa Lias da Silva, Hílton Faria da Silva, Jozafá Ribeiro Maciel e Maria da Penha da Silva afirmam que a adesão não teria seguido os trâmites exigidos, já que o diretório estadual não se reuniu para deliberar sobre o ingresso da ex-senadora. Além da questão formal, o manifesto traz críticas diretas à trajetória política de Kátia Abreu, historicamente associada ao agronegócio.
“Vimos por meio deste impugnar a filiação de Kátia Regina Abreu ao PT pelos motivos acima expostos”, afirmam os autores. Em outro ponto, o grupo sustenta que “o PT não é o partido do latifúndio, do trabalho escravo e nem da burguesia”.
O documento também argumenta que a atuação da ex-ministra não demonstra compromisso com diretrizes centrais do partido, como a defesa da reforma agrária e dos trabalhadores rurais. Para os integrantes, sua trajetória política estaria em desacordo com o estatuto petista, que prevê a luta contra desigualdades sociais e econômicas.
Apesar da contestação, a tendência é que a direção nacional mantenha a filiação. Kátia Abreu ingressou no PT após deixar o PP e afirmou, em manifestação pública, que pretende atuar ao lado do presidente Lula na defesa da democracia e em seu projeto de reeleição.














