A ala do PSOL que tem entre seus principais líderes Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, e a deputada federal Erika Hilton (SP) decidiu permanecer na legenda para disputar as eleições deste ano. A saída do partido não está descartada, mas não ocorrerá antes do pleito.
Integrantes da corrente Revolução Solidária iniciaram as conversas sobre migrar para o PT após a maioria do diretório nacional do PSOL rejeitar uma federação com a legenda de Lula. Na avaliação do grupo de Boulos, ao recusar a união o PSOL optou por um “caminho de isolamento”.
Em nota publicada nesta sexta-feira 27, a corrente voltou a criticar o resultado da votação, mas disse que a saída do PSOL poderia inviabilizar a sigla. “Apesar do grave erro assumido pela maioria do partido em rejeitar compor uma federação da esquerda, entendemos que o PSOL tem sua importância na esquerda brasileira e que sua inviabilização institucional não faria bem ao campo progressista.”
O texto ainda critica o suposto “fogo amigo” no partido, com “ataques públicos rebaixados de algumas figuras do PSOL, vindos de quem está acostumado a apostar na eterna divisão da esquerda e a levar polêmicas internas para a rede social”.
Além de Boulos e Hilton, integram a Revolução Solidária expoentes como os deputados federais Luciene Cavalcanti (SP) e Pastor Henrique Vieira (RJ), a pré-candidata à Câmara Natalia Boulos (SP), e os deputados estaduais Carlos Gianazzi (SP), Ediane Maria (SP), Renata Souza (RJ), Yuri Moura (RJ), Dani Monteiro (RJ) e Bella Gonçalves (MG).














