Previa: O preço do açúcar cristal branco no mercado paulista alcançou R$ 97,51, impulsionado pela menor produção e pela valorização nas bolsas internacionais. A combinação de fatores está moldando um cenário de preços firmes para a commodity.
O mercado de açúcar no Brasil apresenta um cenário de alta em agosto, com o açúcar cristal branco atingindo R$ 97,51 por saca de 50 quilos. Esse aumento é reflexo de uma combinação de fatores, incluindo a redução na produção no Centro-Sul e a crescente demanda internacional.
De acordo com o indicador CEPEA/ESALQ, as cotações do açúcar já haviam se aproximado de R$ 96 por saca, um nível não visto desde maio. A valorização observada no início da semana confirmou essa tendência, elevando os preços ainda mais.
Fatores que influenciam a alta dos preços
A menor produção de açúcar no Centro-Sul é um dos principais fatores que sustentam os preços elevados. Embora o processamento de cana-de-açúcar tenha aumentado, a maior parte da cana está sendo direcionada para a produção de etanol, limitando a oferta de açúcar no mercado.
Esse redirecionamento para o etanol tem se mostrado uma estratégia eficaz para as usinas, que buscam maximizar a rentabilidade em um cenário de preços mais altos. A consequência é uma oferta reduzida de açúcar, o que mantém os preços firmes.
Além disso, o açúcar hidratado também está em alta. Na segunda-feira, o etanol hidratado foi cotado a R$ 2.187,50 por metro cúbico, representando um aumento de 2,15% no dia. No acumulado de agosto, o biocombustível já registra uma valorização de 2,70%.
Valorização no mercado internacional
No cenário internacional, o açúcar bruto também começou a semana em alta. Na ICE Futures U.S., os contratos de açúcar avançaram, com o contrato de outubro/26 subindo para 16,47 cents/lbp. Essa valorização no exterior contribui para um ambiente de preços mais favorável no Brasil.
Em Londres, o açúcar branco seguiu a tendência de alta, com os contratos de outubro/26 e dezembro/26 registrando aumentos significativos. A valorização no mercado internacional reforça a percepção de um início de semana positivo para a commodity.
Com a menor produção de açúcar no Brasil e a recuperação das cotações internacionais, o mercado deve continuar atento às informações sobre a moagem de cana e a qualidade da matéria-prima. A relação entre a oferta de açúcar e o direcionamento da cana para etanol será crucial para as próximas semanas.
O cenário atual destaca a importância do mix de produção das usinas, que ajustam suas estratégias conforme as condições de mercado. A combinação de uma oferta limitada e a valorização internacional mantém o açúcar em um ambiente de preços firmes, colocando a evolução da oferta brasileira em foco.











