Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Açúcar tem leve recuperação com chuvas, mas preços internos seguem pressionados

O mercado de açúcar apresenta sinais de recuperação impulsionados por chuvas e alta nas bolsas internacionais, mas a pressão da oferta interna ainda limita os preços.

Açúcar tem leve recuperação com chuvas, mas preços internos seguem pressionados

Previa: O mercado de açúcar apresenta sinais de recuperação impulsionados por chuvas e alta nas bolsas internacionais, mas a pressão da oferta interna ainda limita os preços. A volatilidade persiste, refletindo a dinâmica do setor e as incertezas climáticas.

O início de julho trouxe uma leve recuperação para o mercado de açúcar, com as chuvas interrompendo as atividades no Centro-Sul do Brasil e influenciando positivamente os contratos futuros nas bolsas internacionais. Apesar desse movimento, o mercado físico brasileiro continua enfrentando a pressão de uma oferta elevada, resultando em volatilidade nos preços do açúcar cristal e do etanol.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços do açúcar cristal branco mostraram uma reação pontual no mercado spot paulista nos primeiros dias do mês. As chuvas que reduziram o ritmo das operações e a valorização nas bolsas internacionais foram fatores que contribuíram para um ambiente de negociação mais favorável.

Desempenho das Bolsas Internacionais

As bolsas internacionais iniciaram a semana em alta, com a Bolsa de Nova York (ICE Futures US) registrando ganhos. O contrato com vencimento em outubro de 2026 fechou a 15,22 cents de dólar por libra-peso, uma alta de 0,37 ponto. Em Londres, o açúcar branco também acompanhou essa tendência, com o contrato de agosto de 2026 avançando para US$ 488,40 por tonelada.

Esse desempenho reflete as preocupações dos investidores com a disponibilidade global da commodity, especialmente em função das condições climáticas adversas em regiões produtoras. A situação na Índia, segundo maior produtor mundial, é um dos principais fatores que sustentam os preços internacionais.

Pressão no Mercado Interno

Enquanto o cenário externo apresenta suporte, o mercado brasileiro continua pressionado pela alta oferta. O Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco em São Paulo encerrou o último pregão a R$ 91,94 por saca de 50 quilos, com uma queda de 1,76%. Apesar da desvalorização, o indicador ainda acumula uma leve alta de 0,73% em julho.

A maior oferta nas usinas limita a possibilidade de avanços mais consistentes no mercado físico, deixando compradores e vendedores cautelosos nas negociações. Essa dinâmica reflete a necessidade de um equilíbrio entre oferta e demanda para estabilizar os preços.

Perspectivas para o Etanol

O mercado de etanol também enfrenta desafios, com o Indicador Diário Paulínia apontando o etanol hidratado a R$ 2.295,50 por metro cúbico, uma queda de 0,84% em relação ao pregão anterior. O biocombustível acumula uma desvalorização de 2,96% em julho, evidenciando um cenário de maior oferta e demanda moderada.

As próximas semanas serão cruciais para o mercado de açúcar, que deverá continuar sendo influenciado por fatores climáticos e pela dinâmica de oferta e demanda. O clima na Índia e o ritmo das exportações brasileiras serão determinantes para o equilíbrio do mercado, enquanto a elevada disponibilidade de açúcar e etanol no Brasil ainda limita movimentos mais consistentes de valorização.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta