O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes declarou o trânsito em julgado do processo contra o dentista Vitorio Campos da Silva, condenado a 14 anos de prisão por envolvimento nos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023. A decisão significa que não há mais recursos disponíveis e, com isso, o bolsonarista passará a cumprir sua pena.
A Primeira Turma do STF rejeitou os embargos em 30 de março. Após a publicação do acórdão do julgamento, em 6 de abril, Moraes certificou o fim da ação penal.
Vitório invadiu e depredou o gabinete da primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, no Palácio do Planalto. Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, suas atividades golpistas não se resumem ao 8 de Janeiro, uma vez que ele frequentava, desde 2020, “mobilizações de cunho antidemocrático e de hostilidade aos Poderes Constitucionais”.
Ao votar pela condenação do réu, Moraes — relator do caso — afirmou que a conduta de Vitório não foi episódica, passiva ou neutra, mas “engajada, voluntária e com forte adesão ao propósito criminoso de
ruptura da ordem constitucional”.














