Após reduzir a taxa básica de juros, a Selic, de 14,75% para 14,5% ao ano, o Comitê de Política Monetária do Banco Central optou por não indicar uma tendência para a próxima reunião, agendada para 16 e 17 de junho.
Em comunicado nesta quarta-feira 29, o Copom afirmou que um “forte aumento da incerteza” caracteriza o atual cenário, o que demandaria de seus diretores “serenidade e cautela” na condução da política monetária, com o objetivo de garantir que “os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”.
Ao justificar a decisão desta quarta, o colegiado ressaltou a incerteza no ambiente externo, devido à indefinição sobre a duração, a extensão e os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio. Esse quadro, ponderou, exige cautela por parte de países emergentes, em meio ao aumento na volatilidade dos preços de ativos e commodities.
Já no front doméstico, diz o Copom, permanece uma trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, mas o mercado de trabalho “ainda mostra sinais de resiliência”.
“Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram, distanciando-se adicionalmente da meta para a inflação”, sustenta o Comitê. A meta de inflação é de 3% ao ano, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.




