Hannah e Steven começaram suas “transformações” visuais, como eles próprios definem, entre 2015 e 2016. Conheceram-se na faculdade de moda e o que, inicialmente, não havia começado como uma amizade (Hannah brinca que Steven a irritava) tornou-se uma verdadeira conexão quando passaram a discutir suas visões sobre a indústria da moda ao pé de uma máquina de costura, enquanto realizavam um trabalho acadêmico. “Eu sempre tive um grande problema com as más condições de trabalho da indústria. Para Steven, era sobre a falta de representatividade, seja de diferentes corpos, raças ou expressões de gênero”, conta Hannah. Ela é de origem neozelandesa e cresceu em um ambiente muito conservador, religioso e tradicional. Ele nasceu na Guiana Francesa e se mudou para Georgetown aos 7 anos. “Cresci em uma cidade com muita criminalidade e em uma situação de extrema pobreza. Eu era mórmon, não tive muito acesso às artes e à cultura na infância, até começar a pesquisar por conta própria na internet. Conhecer nomes como McQueen e Gaultier abriu um portal de criatividade dentro de mim”, diz Steven.



