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Ex-diretor de Gugu critica apresentadores da TV

Reprodução/Arquivo pessoal

Homero Salles e Gugu

O ex-diretor de programas de  Gugu Liberato (1959-2019), Homero Salles, fez críticas à televisão brasileira e falou que ela vive numa grande “abstinência” de grandes animadores. Além disso, defendeu que existe uma crise dos programas de auditório, principalmente pela falta de profissionais que não sabem trabalhar o formato.

As críticas foram postadas pelo profissional em uma publicação do LinkedIn no sábado (25). Anteriormente, ele já tinha criticado a nova versão do Viva a Noite, que fez sucesso sob comando de Gugu Liberato nos anos 1980 e 1990.

“À primeira vista, parece que estamos falando da mesma figura: alguém que conduz um programa de televisão, especialmente quando há auditório. Mas não estamos”, disse.

“É fundamental entender que apresentador e animador são funções distintas e essa diferença, cada vez mais ignorada, ajuda a explicar muito do que vemos hoje na TV. J. Silvestre (1922-2000) e Flávio Cavalcanti (1923-1986) eram apresentadores por excelência. Silvio Santos e Chacrinha (1917-1988)? Animadores de auditório no mais alto nível”, enfatizou.

O ex-SBT fez uma avaliação dos nomes da televisão, atualmente, que são apresentadores de fato. Ele ainda também especificou os que seriam “animadores”.

“E na safra atual? Luciano Huck e Adriane Galisteu são apresentadores. Marcos Mion e Patrícia Abravanel, animadores. E talvez… só. Gugu Liberato merece um capítulo à parte. Foi um raro equilíbrio entre as duas funções, muito provavelmente pela sua formação como produtor desde o início da carreira. Sabia, como poucos, dosar conteúdo e emoção. Condução e energia”, reforçou.

Homero Salles ainda criticou alguns atores que se colocam no mercado, posteriormente, como apresentadores.

“Hoje, vemos uma categoria curiosa e, muitas vezes, incongruente: atores que se apresentam como animadores/apresentadores. Rodrigo Faro e Márcio Garcia são exemplos conhecidos. Funciona? Às vezes. Sustenta? Nem sempre. E há ainda um fenômeno recente: os influenciadores “importados” da internet para o palco da televisão. Prefiro não citar nomes, o tempo costuma fazer esse trabalho melhor do que qualquer crítica”, frisou.

Por fim, o ex-contratado da TV Record nos anos 2000, afirmou que a televisão brasileira sofre de uma forte abstiência de nomes completos. E que Gugu, Silvio Santos e Charinha fazem falta ao público brasileiro. 

“No fundo, quando ouvimos que os programas de auditório estão com os dias contados, talvez estejamos olhando para o problema errado. Não é o formato que está em crise. É a ausência de quem sabe fazê-lo. Estamos vivendo uma espécie de abstinência de Silvios, Gugus e Chacrinhas. Porque, no fim das contas, é possível formar um apresentador, mas é praticamente impossível fabricar um animador. Animador não se constrói. Animador nasce pronto”, finalizou.

Quem é Homero Salles

Reprodução/SBT

Gugu e Homero Salles

Homero viveu intensamente a guerra por audiência nos domingos. O profissional marcou a história da TV no Brasil em parceria com seu grande amigo, Gugu Liberato.

Em 1977, começou a dirigir o Programa Silvio Santos e depois assumiu a direção dos programas Domingo no Parque, Viva e Noite e Domingo Legal. Viveu uma verdadeira revolução na TV nos anos 1990, quando  Gugu Liberato foi líder em audiência de 1998 a 2003.

Em 2009, migrou com Gugu Liberato para a Record, onde comandou por lá o Programa do Gugu, assumindo a direção-geral. Com a mudança da relação entre Liberato e a emissora da Barra Funda, Salles passou a ocupar o cargo de diretor-geral e de conteúdo da GGP Produções, na época produtora do apresentador.

fonte-IG