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Cardiologista diz se descongestionantes nasais afetam saúde do coração

Os descongestionantes nasais ou vasoconstritores são um alívio imediato para quem sofre com congestão nasal. Entretanto, os produto escondem perigos quando usados sem orientação médica e em excesso, com efeitos negativos até na saúde cardiovascular. 

O princípio ativo dos descongestionantes é o principal fator de risco. Substâncias como a nafazolina agem contraindo os vasos sanguíneos do nariz, o que proporciona um alívio rápido. Entretanto, essa vasoconstrição não atinge apenas a região.

“Essa é uma medicação que tem função simpaticomimética, ou seja, pode causar vasoconstrição, com aumento da frequência cardíaca. O uso é para efeito local, mas o excesso e a falta de acompanhamento podem fazer com que o remédio chegue à corrente sanguínea e atinja todo o corpo”, alerta o cardiologista do Hospital Santa Lúcia Ricardo Cals.

Os descongestionantes nasais proporcionam alívio imediato para congestão nasal, mas devem ser usados com recomendação médica

De acordo com Ricardo Valadares, otorrinolaringologista do Hospital Santa Lúcia Sul, o uso dos descongestionantes não deve ultrapassar sete dias consecutivos. “Diferente do soro fisiológico, esses remédios podem causar arritmia cardíaca, hipertensão, dores de cabeça, tontura e até mesmo insônia”, alerta.

Descongestionantes nasais podem causar dependência

Os descongestionantes nasais têm ainda outro fator de alerta: a dependência.

“A pessoa sente um alívio imediato com essa medicação e, com o uso prolongado, cria-se uma tolerância. Então, necessita de cada vez mais doses e frequência para manter o resultado”, destaca o cardiologista.

O  soro fisiológico é mais seguro e pode ser usado várias vezes ao dia

Os médicos pontuam ainda que o congestionamento nasal é um efeito rebote que pode corroborar ainda mais com o ciclo vicioso do remédio. 

“Em pacientes mais vulneráveis, como pessoas hipertensas ou com problemas cardiovasculares como obstrução arterial, essas medicações efeito sistêmico que, em casos extremos, pode levar ao infarto, AVC e até coma”, emenda.

A recomendação é cautela, especialmente entre a população de risco, a exemplo de cardiopatas e idosos. “Para a hidratação nasal o soro fisiológico é o recomendado, mas principalmente a ingestão de água”, finaliza o otorrinolaringologista.

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