A ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia solicitou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre documentos enviados pela Justiça do Pará a respeito de uma ação penal contra o ex-deputado federal Wladimir Costa, acusado de peculato. “Na sequência, retornem-me os autos imediatamente conclusos”, requisitou a relatora, em decisão publicada na última quarta-feira 22.
O crime de peculato envolve apropriação ou desvio de dinheiro, valor ou bem por parte de um funcionário público, aproveitando-se da facilidade de seu cargo, em proveito próprio ou alheio.
Cármen decidiu, em agosto de 2025, que o STF é a instância competente para julgar o caso, que havia sido remetido à Justiça Federal no Pará em 2019. Mudanças no alcance do foro privilegiado justificaram a chegada dos autos ao Supremo.
Em 2017, a PGR denunciou Costa — então deputado — e mais cinco pessoas por suposto desvio de 230 mil reais que deveriam ter sido aplicados em atividades esportivas no Pará. O julgamento do mérito ainda não tem data definida.
CartaCapital busca contato com Wladimir Costa. O espaço segue aberto para manifestação.




