A decisão do governo brasileiro de reagir à retirada de um delegado da Polícia Federal dos Estados Unidos levou à saída de um agente norte-americano que trabalhava no Brasil em cooperação com autoridades locais. A medida foi adotada com base no princípio da reciprocidade e executada pelo Ministério das Relações Exteriores, com apoio da direção da PF.
O agente, identificado como Michael Myers, trabalhava no País desde 2024 em ações de intercâmbio de informações entre a Polícia Federal e órgãos de imigração dos EUA. Após ter suas credenciais suspensas, ele deixou o Brasil na quarta-feira 23, antes mesmo de eventual determinação formal de saída. As informações foram antecipadas pelo jornal Valor Econômico e confirmadas por CartaCapital.
A decisão brasileira responde a uma iniciativa do governo de Donald Trump, que havia solicitado a retirada de um delegado da PF que atuava nos Estados Unidos. O policial brasileiro participou diretamente da operação que resultou na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, posteriormente solto em território norte-americano.
A reação do Itamaraty buscou espelhar a medida adotada por Washington. Pelo princípio da reciprocidade, países tendem a responder a ações diplomáticas na mesma proporção, evitando assimetria nas relações bilaterais.
Além da saída de Myers, um segundo agente norte-americano perdeu temporariamente o acesso a instalações da Polícia Federal. Segundo o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, em entrevista à GloboNews, a restrição foi adotada como medida preventiva, enquanto o governo definia a resposta oficial ao episódio.




